A coragem, o amor que existe em nós, o direito, a vontade de criar, permitem a ideia de construção de um mundo em liberdade e uma vida feliz numa terra sã e maravilhosa.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
É DOENTE E VAI A UMA JUNTA MÉDICA DE INCAPACIDADE?
É DO DISTRITO DE PORTALEGRE?
DELÍRIOS VERÍDICOS PARA PRETENSOS IMBECIS
RESPOSTA DO PODER CRIADOR DA INJUSTIÇA
A UMA PROPOSTA DE DIÁLOGO E CONSENSO
DE UM DOENTE SUBMETIDO A JUNTA MÉDICA
NA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE PORTALEGRE
SOBRE UM ACTO ILEGAL, IMORAL E DESUMANO
QUE DELIBERADAMENTE FOI DECIDIDO
COM O FIM DE CAUSAR DANOS
COMO EFECTIVAMENTE VEIO A CAUSAR
I I
(...continuação)
A sensibilidade destes profissionais de saúde é equiparável à de estátuas, corpos duros, desprovidos de alma e sem coração. Por muito amor à arte que Deus possa ter seres humanos convertidos em pouco mais que estatuetas móveis não deveria ter sido o objectivo, por muita beleza exterior que possam mostrar. Nem a arte como realização da sensibilidade humana e um don de poucos tem por finalidade a criação do mal. Na guerra interminável entre o bem e o mal, entre o demo e o divino, provavelmente, e tudo estaria justificado, o maligno apoderou-se impiedosamente destes seres e serve-se deles agora para as suas maléficas obras.
Contra essas forças cuja extensão não posso nem imagino aferir, cabe-me ousar, estar com o grito de revolta, resistir (que é um direito e um dever) ao injustificável, à ilegalidade, ao que foi cometido premeditadamente para me causar danos e afinal, provocar-me o maior mal possível ou a minha destruição.
Do meu lado tenho como armas a razão, a verdade, a justiça, o direito, o bem, o amor, a ideia teimosa de estar do lado de uma administração pública subordinada à lei (princípio da legalidade), a rebeldia perante os desvios e abusos de poder dos titulares de órgãos administrativos, a irreverência perante uma actuação que parece escapulir-se à ideia de estado de direito e de moderna democracia, onde, em caso algum, os cidadãos podem ser enxovalhados, humilhados, espezinhados, arbitrariamente e contra a lei, contra a moral e a ética, por gente que se afigura incapaz de desempenhar tais poderes, por não os usar nem com sentido de estado, nem com verdade, nem com zelo, nem com honra.
Luto pelo direito. E o direito numa definição muito simples mas rigorosa e eficaz, é o contrário do torto. E como diziam os antigos mestres da ciência jurídica, direito á dar a cada um o que é seu. Traduzido em miúdos, trata-se no caso em apreço, de lutar por aquilo que os médicos me tiraram. E, para se alcançar a justiça, e segundo o direito terão de dar. Pois não reivindico nada que não seja meu. Apenas o que ilegalmente me foi retirado, por razões que gostaria de conhecer. E vamos conhecer. É tudo uma questão de tempo.
(continua...)
A sensibilidade destes profissionais de saúde é equiparável à de estátuas, corpos duros, desprovidos de alma e sem coração. Por muito amor à arte que Deus possa ter seres humanos convertidos em pouco mais que estatuetas móveis não deveria ter sido o objectivo, por muita beleza exterior que possam mostrar. Nem a arte como realização da sensibilidade humana e um don de poucos tem por finalidade a criação do mal. Na guerra interminável entre o bem e o mal, entre o demo e o divino, provavelmente, e tudo estaria justificado, o maligno apoderou-se impiedosamente destes seres e serve-se deles agora para as suas maléficas obras.
Contra essas forças cuja extensão não posso nem imagino aferir, cabe-me ousar, estar com o grito de revolta, resistir (que é um direito e um dever) ao injustificável, à ilegalidade, ao que foi cometido premeditadamente para me causar danos e afinal, provocar-me o maior mal possível ou a minha destruição.
Do meu lado tenho como armas a razão, a verdade, a justiça, o direito, o bem, o amor, a ideia teimosa de estar do lado de uma administração pública subordinada à lei (princípio da legalidade), a rebeldia perante os desvios e abusos de poder dos titulares de órgãos administrativos, a irreverência perante uma actuação que parece escapulir-se à ideia de estado de direito e de moderna democracia, onde, em caso algum, os cidadãos podem ser enxovalhados, humilhados, espezinhados, arbitrariamente e contra a lei, contra a moral e a ética, por gente que se afigura incapaz de desempenhar tais poderes, por não os usar nem com sentido de estado, nem com verdade, nem com zelo, nem com honra.
Luto pelo direito. E o direito numa definição muito simples mas rigorosa e eficaz, é o contrário do torto. E como diziam os antigos mestres da ciência jurídica, direito á dar a cada um o que é seu. Traduzido em miúdos, trata-se no caso em apreço, de lutar por aquilo que os médicos me tiraram. E, para se alcançar a justiça, e segundo o direito terão de dar. Pois não reivindico nada que não seja meu. Apenas o que ilegalmente me foi retirado, por razões que gostaria de conhecer. E vamos conhecer. É tudo uma questão de tempo.
(continua...)
A VIDA É AMOR, É O DIVINO E É MUITO BELA...
...INFELIZMENTE
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE ENCONTRA FELICIDADE
DESTRUÍNDO A VIDA DOS OUTROS
DEUS LHES PERDOE, SINCERAMENTE
E PROCUREM ENCONTRAR UMA RÉSTIA DE AMOR
SE ACASO AINDA TÊM LUZ NA SUA ALMA
COMO RESPOSTA AO ATAQUE DESTRUIDOR DA U. S. PÚBLICA DE PORTALEGRE
VAMOS RESPONDER COM UNS MÍSSEIS
INTER- HIERÁRQUICOS
À devastação que o acto ilegal, maldoso, desumano e trapalhão praticado pelos médicos da Unidade de Saúde Pública de Portalegre me tem provocado, responderei com mais um acto responsável, de amor, que tem por finalidade garantir que as tropelias que me fizeram a mim, e que naturalmente fizeram a muitos mais, não voltem a ser feitas. Sofro na carne e no espírito os seus nefastos efeitos, além de estar aprisionado de outros flagelos que me impedem de viver com tranquilidade que um doente necessita e merece depois de uma vida ao serviço do estado. Outros espalhados no distrito terão sofrido idênticas barbaridades, sendo que, como é bem provável, o medo pavoroso que têm dos médicos e a própria doença ou formação que não lhes permitiu ver os meios utilizados para os prejudicarem, os tornou presas fáceis, que não reclamam, que aceitam tudo.
Eu próprio estava tão abatido que depois de receber o maldito atestado de incapacidade - foi a mão invisível que me guia - não me apercebi que me tinham baixado a valoração. Se tivesse, Santo Deus, o que não teria acontecido naquela Unidade de Saúde. É que aos loucos quando salta a tampa é imprevisível o que pode acontecer. E mesmo hoje, dois anos passados sobre esse acto de bárbaro terrorismo, sempre que me veem à cabeça tenebrosos e violentos pensamentos, rezo a Deus, e lhe peço desculpa. Não quero que a violência tome conta de mim. Sou amor.
E peço, que quando salto de um período depressivo para um eufórico e caminho nas ruas descontrolado e a uma velocidade inusitada, que aqueles doutos seres que Cristo mantêm vivos, não se cruzem no meu caminho. Tenho momentos em que vê-los pode ser uma catástrofe. Eu sou o primeiro a repudiar toda a violência e prefiro matar-me sozinho, nem que tenha a meu lado a placa com o nome dos meus assassinos, do que fazê-los acompanhar-me na minha última viagem. Isso me prejudicaria. Mesmo morto tenho fé que Deus se apiedará de mim e perceba na sua infinita sabedoria que toda a vida vivi por ideais nobres, lutei por gente mais fraca e que sofre, e o venero e amo. E com a minha morte anseio que no futuro assaltos à vida humana como me fizeram não possam mais ser feitos. Obviamente se aparecesse à porta do "céu" rodeado com essa gente, sem dó nem piedade eramos todos recambiados para o inferno.
De tudo e mais de tudo, rezo, peço a Deus, luto por manter no meu coração amor. E, em boa verdade penso em cada um dos médicos e os vejo exatamente como eles são, mulheres e homens como eu, imperfeitos, mas que não devo julgar e muito menos ter para com eles sentimentos violentos. Os perdoei. Os amo. Penso-os com serenidade. Não me exalto. Nada. Apenas sempre fico estarrecido com a falta de entendimento. porque me fizeram esse atentado que me pode levar à morte e transformou no horror a minha existência? Não vislumbro uma razão. Só, na minhas meditações percebo intrigas e vinganças. Mas, infelizmente, para quem tudo engendrou vive de ideias, de coisas, de habilidades, que transportou exatamente sem se certificar da sua autenticidade aos médicos que me efectuaram a minha peritagem, e assim, me tentam fazer perder.
Mas eu resisto. Está no meu ADN, guerreiro, lutador, persistente, teimoso, e com tendência a elevar a verdade, a honra, a dignidade, a lei, a justiça, o que tem de ser. Poucas vezes perdi. Nalgumas que parecia perder veio a mão invisível e resolveu por mim. Se ainda o não fez é-me dada a missão de cuidar de tudo.
Agora vou providenciar o que o LIVRO AMARELO não conseguiu. Vou juntar umas assinaturas num abaixo assinado e solicitar ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Saúde, ou ao Senhor Primeiro Ministro que se digne mandar fazer uma auditoria às juntas Médicas que se têm realizado nessa Unidade de Saúde Pública. Perante os apoios que tenho recebido, as queixas que já ouvi, a que se podem apontar rumores de casos concretos, pode a população do distrito de Portalegre ficar tranquila com a isenção com que os doutos médicos fazem as suas peritagens, ou ao invés, se existirem comportamentos censuráveis e penalizadores, desiguais, a entidades próprias podem, e devem, tomar as iniciativas para apurar responsabilidades e cuidar de garantir no futuro um serviço de qualidade.
Não acuso. Não aponto o dedo. Apenas acho que é meu dever colocar o meu caso no seu lugar e me preocupar com o bem geral. O universo de doentes que se submetem a Juntas Médicas nesse serviço público são infinitamente mais importantes que eu.
IRREVERÊNCIAS
Além duma paixão obsessiva por justiça, pelo que deve ser, sou de uma irreverência fora do comum que permitiu que crescesse na adversidade e sempre só, nunca pedi auxílio a ninguém, enfrentei toda a minha vida os problemas, naturais e os provocados por gente que se baralha com a diferença e se perturba com a verdade.
Deus construiu o mundo, o holandês a Holanda e eu a mim mesmo.
Tenho na minha cabeça uma amálgama desenfreada de sonhos e de pesadelos. Verdadeiro pesadelo é pensar constantemente que só a bestialidade que existe no ser humano permite que tenhamos um mundo medíocre, canalha, violento, onde ainda se luta para sobreviver e ter uma vida digna, quando se gastam fortunas imensas em apetrechar as potências senhoras do terror com armamento capaz de destruir sete planetas iguais ao nosso. E sonho que o ser humano tem dentro de si tanto amor que poderia sem esforço acabar com todo o modo de tiranias, prepotências, guerras, violências e não permitir que ainda morram crianças de fome, ou que existam pessoas grandes e outras pequenas.
Podia ter uma vida serena e tranquila. Bastava-me submeter-me ao desequilíbrio e à loucura absurda que governa o comportamento humano. Bastava-me ser lacaio de meia dúzia de seres que se julgam grandes e em bom rigor, a sua grandeza é apenas uma aparência pois no seu interior tudo é negro, é pequenez, e cheira mal. Bastava-me não questionar nada, ser uma ovelha no rebanho e seguir o pastor. Bastava aplaudir meia dúzia de idiotas que orgulhosamente e com o aplauso dos seus comparsas colocam a sua incompetência na construção de uma convivência cada vez mais suja, menos digna, e menos boa.
Um dia alguém que para mim se tornou uma referência disse-me, "Pedro, tu não vais poder mudar o mundo. Mas podes escolher de que lado te vais colocar. Uns gostam das coisas como estão. Outros acham que o que está pede mudanças e o mundo deve mudar". Escolhi estar do lado dos que lutam por um mundo melhor. Sou apartidário, não me seduz a tirania de pertencer a grupos organizados que pensam ideologias que depois formatam na cabeça dos outros. Gosto de pensar por mim. E independentemente de cores partidárias tenho pessoa que admiro ou abomino, vejo políticas que devem ser seguidas e merecem aplauso, ou vejo absurdos que apenas destroem o país, que tem tudo para ser uma lugar bom para se viver e onde ter qualidade de vida, mas por razões que deixo aos homens da ciência é um país arruinado, sem rumo, de desequilíbrios assustadores, que vai vogando sem rumo, sem missão, sem futuro.
Fiquei órfão de mãe com 6 anos e de pai com 20. Muito cedo tive de aprender à minha custa o preço de enfrentar só a vida. O mundo está cheio de predadores e de cobardes que quando se apercebem da fragilidade humana, sentem crescer água na boca e partem ao ataque. Desde muito cedo estive metido nessas guerras. Aprendi à minha custa. E surpreendentemente nunca necessitei pedir ajuda para me defender. Enfrentei as lutas como o ser ou não ser capaz. E perdi o medo quando perdi batalhas e ganhei outras. A guerra nunca a perdi. Perder a guerra é o mesmo que morrer. Só luto por amor, pelo direito, pela justiça, pelo que deve ser. Ajudei imensa gente mais fraca que eu ou alvo de injustiças e atropelos de gente canalha. Disse sempre o que pensei. Não minto e detesto mentirosos. O mentiroso é um ser desprezível que esconde dentro dele uma pequenez que o atrofia e que faz dele um doente, um escravo, um infeliz. Quanto mais poderosos são os maus inimigos mais me apuro e mais ânimo tenho de vencer. Já venci gente muito mais poderosa que eu, inclusive na justiça. Lutar faz-me bem, obriga-me a concentrar-me, organizar-me, pensar, reflectir, e colocar todo o meu ser nos combates que travo. Luto sempre até à morte quando se tratam coisas de honra, dignidade, justiça.
Abdiquei de uma vida boa quando ainda não tinha 20 anos e fui convidado para pertencer a uma tribo ideológica. Se tivesse aceite tinha todas as condições para hoje estar muito bem. Mas não teria sido livre. Abdiquei de muitas coisas boas quando coloquei sempre os outros à frente dos meus projectos e ambições pessoais. Fiz o secundário e o 12.º ano com médias de 18, tive 20 a português no 10.º ano, e entrei serenamente por direito, numa Universidade Pública prestigiada onde frequentei alguns anos o Curso de Direito. Também abdiquei do Curso de Direito por causas de interesse familiar. E antes de mim sempre estarão aqueles que amo. Fui voluntário social e presidi a uma instituição do sector social por mais de 5 anos, participei na direcção de várias associações, fui sindicalista - não por ideias políticas mas por defesa do que é o direito - fui membro de Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa. Participei em Congressos no estrangeiro e fui numa viagem de estudo a convide da Associação dos Estudantes Africanos a Cabo Verde. Esses dias foram contados como dias de trabalho efectivo pois entre a missão da visita estavam programas de saúde e levei documentação, e material que a Sub-Região de Saúde me deu para oferecer ao povo cabo verdiano. Fui em comissão de serviço. Toda a minha vida dei. E pouco recebi em troca. A ingratidão magoa, mas não impede que o ser continue a lutar por causas dignas e ajude o seu semelhante quando precisa. Nunca me verguei aos doentes ou tiranos que tentaram apequenar-me. Senti muitas vezes que uma mão invisível me guiava e me fazia ultrapassar barreiras que pareciam intransponíveis.
Normalmente destroço quem me ataca. Ou o divino algumas vezes se encarregou de o fazer. O meu lema é não há morte mais digna do que aquela que se encontra no campo de batalha quando lutamos contra o mal, os ímpios, a canalha, os que estragam a boa convivência e destroem gente só porque cobardemente têm de fazer danos para se sentirem pessoas.
A morte não me assusta. Diria mesmo que nos damos bem. Muitas vezes dialogamos. E já tentei sair da vida por decisão própria e incompatibilidades com um mundo que não consigo entender. E muitos anos pedi a Deus para me levar. Nunca morri, e Deus nunca me levou. Estou aqui por alguma coisa. Algo me obriga a estar. E aqui estou. Estou doente, enfraquecido - os cobardes logo aproveitaram para me atacar - mas apesar de me sentir muito cansado e tudo o que faço me esgota, e nem sempre o faço como planeio, e levo tempo, e me sinto exausto, não me rendo. Esta é uma grande, talvez mesmo a maior batalha da minha vida. Podia pedir ajuda. Mas se nunca o fiz, vou agora depois de velho quebrar algo de que tanto me orgulho, enfrentar só as adversidades sejam elas do que tipo que forem? Não. Vou lutar e vou ganhar. Mesmo a minha morte na luta só pode ser uma vitória. O amor que leva de vencida as forças do mal, a ignomínia e a vilania. Medo nunca tive. Deus é senhor dos meus passos. Seja feita a sua vontade.
E na morte serei igualmente irreverente e explosivo. Será algo que vai abanar muita gente e ser notícia. As pessoas tem de perceber como se matam pessoas, como se escravizam pessoas, como se tenta amesquinhar e pisar o ser humano. Muito está por desvendar, por descobrir, a minha missão é ser a porta e abrir tudo ao conhecimento e obrigar a agir, reflectir, pensar o mundo e a vida.
Depois, em bom rigor, tudo permanece. tudo muda, mas permanece. Eu vou mas fico. E na mente de muita gente vou permanecer por demasiado tempo. Enigmas. Irreverências. Vale a pena lutar, e efectivamente os grandes combates são destinados aos maiores guerreiros.
Deus se apiede de vós, que não sabeis o que andam a fazer. Deus vos ama. Arrependei-vos e ainda terão tempo de conquistar a imortalidade. Olhem o amor que existe dentro de vocês. Não o mantenham amordaçado. Isso só vos faz mal e vos afasta a felicidade.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
DELÍRIOS AUTÊNTICOS PARA IMBECIS
RESPOSTA DO PODER CRIADOR DA INJUSTIÇA
A UMA PROPOSTA DE DIÁLOGO E CONSENSO
DE UM DOENTE SUBMETIDO A JUNTA MÉDICA
NA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE PORTALEGRE
SOBRE UM ACTO ILEGAL, IMORAL E DESUMANO
QUE DELIBERADAMENTE FOI DECIDIDO
COM O FIM DE CAUSAR DANOS
COMO EFECTIVAMENTE VEIO A CAUSAR
I
Tenho tentado levar o meu diferendo com a Excelentíssima Presidente das Juntas Médicas e Delegada Distrital de Saúde Pública, com os restantes membros do Digníssimo Júri, (e com a musa inspiradora, que se esconde por detrás de todo esse feito heróico e vitorioso para as suas cóleras viscerais), de toda a trama que me fizeram, me provocando danos de todo o tipo através de uma fraude tão grande que não conseguem justificar, recorrendo a uma infindável dose de boa vontade, de bom senso, vontade de pacificar e não deixar este caso triste atingir proporções que se tornem irremediáveis e fatais, buscando in extremis um consenso que acabe por mostrar que a inteligência, o sentido ético e a moral sempre acabam prevalecendo sobre as pequenas coisas mesquinhas que acontecem na vida, mas que sempre se podem solucionar, sendo que para a guerra é sempre melhor a fraca paz e se recomenda um acordo justo, se anule o que não faz sentido, e se reponha a razão ou verdade e, deste modo, se obtenha justiça.
Pensava eu que as pessoas inteligentes sempre preferiam o diálogo ao confronto. Primeiro ignoraram as cartas que enviei, não cumprindo com o dever de resposta, direito que me assiste, e igualmente o direito de informação. Entende-se posteriormente, orquestrada a estratégia, se respondessem, como era seu dever, não poderiam mais tarde tentar expedientes mirabolantes para justificar toda uma actuação pobre, poucochinha e desprestigiante para titulares de cargos públicos e de pessoas que deveriam ser exemplo.
Mas quando a vontade de destruir é superior à de construir, à racionalidade e a todos os princípios que devem nortear o ser humano e em especial a actividade exercida pelos titulares de cargos públicos, nada há a fazer. É a razão da força desvairada perseguindo o seu fim, destruir, pisar, humilhar, prejudicar. Fica uma dúvida, antes de mim a quantos terão feito julgamentos semelhantes? E depois de mim? Pode confiar-se num Serviço cujos titulares foram alvo de uma reclamação no Livro Amarelo há mais de 18 meses e nada do que a lei defende foi feito? Não foi proferida decisão? Nem podem... como vão sustentar que o doente estava melhor quando os relatórios dos especialistas sustentam exactamente o contrário? Quem vai assinar essa decisão? Quem assume? Quem vai defender os infractores? Podem ser amigos, compadres, do partido, podem tudo, mas do que fizerem terão de prestar contas à justiça.
Pedi a gente mais elevada na hierarquia da complexa orgânica do estado, gente da cidade, se podiam prestar-se a mediar este conflito e encontrar-se uma solução. Não responderam. Os silêncios dizem tudo. E alguns estavam obrigados a responder. Ou melhor, entre gente de bem, todos.
Enfim, na falta de desejo de diálogo, vamos para a guerra. Tenho pena dessa gente, dei-lhes imensas possibilidades de serem sensatos e perceberem que a prática de actos odiosos não lhes trará felicidade, nem a minha destruição os fará dormir melhor ou olharem-se ao espelho em cada manhã e se sentirem gente grande. Eles é que decidem e eu danço o que eles quiserem até à minha morte se preciso for. Nietzsche dizia "só acredito num deus que saiba dançar", e eu acho que uma morte a dançar é bem melhor que uma numa cama de hospital.
Do lado dos médicos trapaceiros está a inequívoca fraude, só não lê o cego, mas lido basta ouvir e entende. Está uma atitude arrogante, teimosa, prepotente de quem tem gosto em fazer mal e cuida de ter a cumplicidade de todos e a impunidade vem garantida.
Nessa gente nem uma das sete leis universais com mais de 5000 anos e que a ciência não refuta, "tudo muda", tem aplicação. Mais de dois anos passados sobre a pretensa Junta Médica, não foi mais que uma farsa, mais de 18 meses depois da reclamação no Livro Amarelo, que deve ter desaparecido nas profundezas do maligno, nada muda, fez-se o mal, e mantêm-se o mal custe o que custar e o desgraçado tem que se sujeitar. Se quer. Se não quer ganha o mesmo. Afinal eles são médicos, são os senhores doutores e o agitador não é nada, é um doente, é um pobre homem que esperaram cobardemente ver fraco para lhe caírem em cima. Os chacais também atacam em bando e preferivelmente presas fáceis. Diz-se que não comem à mesa do leão.
SONHO COM A ALVORADA
"Sim, sou um sonhador...
Sonhador é quem consegue
encontrar o próprio caminho ao luar e..
Como punição,
vê o alvorecer antes do resto do mundo..."
Oscar Wilde
NÃO PODEMOS REGRESSAR AO PASSADO
DIREITOS, DIGNIDADE E BEM ESTAR
SÃO INEGOCIÁVEIS!
As evoluções humanas e sociais são conquistas da inteligência, do amor, da paz, da dignidade e da boa convivência,
Mas existem pessoas que nunca perceberam que o tempo traz mudanças, e têm medo do que muda, de perder poder e regalias, de simplesmente observarem que os outros ocupam lugares na sociedade que sempre deveriam ter sido seus de direito, mas tudo fizeram para os manter à margem.
Alguns nunca perderam a natureza de tiranos e querem utilizar as forças que lhes restam para fazer dos seus trabalhadores, e dos que os rodeiam, lacaios.
Percebe-se porque em pleno século XXI, na União Europeia, em Portugal, existem escravos. Muitos tipos de escravos. É a escravatura encapotada dos empresários criminosos que tudo fazem ao seu semelhante desde que resulte no seu lucro pessoal - são canalhas - e, dos que detêm algum poder e fazem dos seus subalternos autênticos mandaretes, espezinhando-os, maltratando-os, humilhando-os para se sentirem poderosos - outros canalhas.
Hoje ainda muitos sonham com o regresso do trabalho mal remunerado e de sol a sol, ou com o trabalho por meia dúzia de patacos e sem direitos. Chamam a isso desenvolvimento e competividade, e assim se justifica a miséria de uns com os milhões que enigmaticamente desaparecem nos paraísos fiscais.
Os Bancos levam famílias que andaram a seduzir e enganar a perder casa, carro, tudo, mas perdoam dívidas aos que tinham milhões e continuam a viver como príncipes. Esqueceu a Banca quanto os portugueses, os que lhes andam a pagar dívidas e os que nada lhes devem, tiveram de dar dos seus impostos, sem sequer terem recebido um tratamento humano ou de respeito. De gratidão nem se fala, isso é coisa doutros tempos. A Banca dá chapéus de chuva quando faz sol, e recolhe-os rapidamente quando começa a chover.
A canalha é cada dia mais nítida, tudo parece favorecer o seu aparecimento às claras. Não é preciso disfarçar as coisas. O tempo parece querer voltar para trás. E entre os trabalhadores é cada vez maior o número dos que calam, dos se sujeitam, dos que aguentam o assédio moral, ou outros assédios não menos graves, pois em casa há filhos para alimentar e o ordenado é o sustento da família.
Os trabalhadores estão cada vez mais cercados de limitações, exigências, cumprimento de metas, classificações, ameaças disciplinares e despedimentos a martelo.
O patronato e alguns governantes sentir-se-iam felizes se pudessem acabar com a férias, o trabalho extraordinário, os feriados e a maldita terça-feira de Carnaval. Tudo empecilhos ao desenvolvimento sustentado e à estabilidade. Alegam uns que as férias retiram o ritmo produtivo, e o mesmo ocorrerá a tempo com qualquer dia em que ser não trabalhe. Por este andar voltar-se-á a ouvir falar no chicote, não no circo, mas nos locais de trabalho.
As elites dirigentes não precisam ser classificadas, verificadas, analisadas, aferidas, o partido ou o compadrio atestam, por sua honra, e temos gente grada à frente das empresas e da administração pública.
Por exemplo, se os técnicos superiores da administração pública, e os demais servidores públicos são classificados anualmente, porque não avaliar o desempenho de médicos, entrando nessa avaliação além dos superiores, quem melhor se pode pronunciar sobre os cuidados e resultados obtidos, os doentes?
A resposta é simples e categórica. Muitos médicos que exercem teriam de abandonar a sua profissão e procurar outro modo de vida. Porque podem, em Portugal, os médicos, fazer tudo o que lhes apetece, parece estarem a cima da lei, e muitas das vezes tratam os doentes, exatamente todos aqueles que pagam e pagaram a sua formação, sem qualquer respeito. E muitas vezes sem competência. Enigmas.
Porque têm de ser os médicos - de que se diz fazerem falta - a ocupar lugares de gestão se não possuem quaisquer conhecimentos para isso e a sua formação não tem sequer esse objectivo e missão.
O tempo não pode voltar para trás. Os que torturam e exploram pessoas têm de ser investigados e serem alvo de procedimentos judiciais. Os que não têm perfil para dirigir devem dar lugar a quem tem experiência e conhecimentos para o fazer. A administração pública deveria dar o exemplo e mostra-se uma feira de circo. Nada funciona, os que por lá andam dirigindo, desmotivam quem sabe e quem trabalha, e são um atentado à liberdade de oportunidades, ao mérito, à competência e ao conhecimento.
Com alguma estranheza constato que as melhores empresas para trabalhar e mais competitivas, pagam bem, proporcionam boas condições aos seus trabalhadores, facilitam horários, têm mesmo locais de descanso e lazer. E não me entra na moleirinha que o mesmo trabalhador que em Portugal é um calão, nada produz e nada sabe, é valorizado no estrangeiro. Enfim, isto é areia de mais para a minha camioneta. Quem manda por cá é quem tem os livros, e se pode faz.
A próxima era será inevitavelmente a do conhecimento. Os incompetentes, os filhos e primos, os amigos, terão de encontrar o seu lugar e lutar pela vida. Portugal paga caro todo este desnorte. O país jé de si mostra um povo infeliz, que acreditou aprender a sorrir com as liberdades. Foi um sorriso que durou pouco tempo. Portugal está como sempre tem estado, falido, desgovernado, sem civilização e é um feudo de meia dúzia.
Quando os sábios ocuparem os lugares das decisões o país vai mudar. Naturalmente. Até lá, vamos caindo, caindo, na nossa mediocridade e pequenez. O povo, essa massa heterogénea de pessoas já deixou de acreditar. Por isso não há evolução. Um povo sem sonhos, um povo embrutecido, enganado, faz que anda, mas manda andar os foliões que salvam tudo e tudo sabem. Trabalhem malandros.
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