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segunda-feira, 9 de julho de 2018

ESTAREMOS NUMA BURLESCOCRACIA? ALGUMA COISA NOS PARECE FAMILIAR?



O governo é absolutamente inútil. Os Bancos roubam duplamente o povo. As pessoas suportam tudo.

DÁ-SE PRÉMIO CHORUDO A QUEM ADIVINHAR ONDE ESTE SISTEMA PODE EXISTIR. $1.000.000.

PODE?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hummmmmmmmmmm... caloteiros? Será?


Economia
Riqueza em Portugal já não chega para pagar dívidas ao estrangeiro
Margarida Peixoto
19/03/10

Pela primeira vez, a riqueza produzida num ano já não chega para pagar as dívidas externas. Em 2009, o endividamento atingiu 111% do PIB.

O endividamento do país ao exterior continua galopante: no ano passado, mesmo que fosse utilizada toda a riqueza produzida para pagar as dívidas contraídas lá fora, ela não seria suficiente para levar o saldo a zero. A conclusão resulta dos dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal.

O défice da posição de investimento internacional de Portugal - um bom indicador para medir a dívida externa do país - atingiu os 111% do PIB em Dezembro de 2009. Já em 2008 o peso das dívidas no total de riqueza produzida tinha ficado muito perto dos 100%, mas esta foi a primeira vez que se ultrapassou esta barreira.

"É o reflexo da fraca competitividade externa: para manter um determinado nível de vida, o valor acrescentado gerado internamente não foi suficiente", explica Paula Carvalho, economista do BPI, em entrevista. "O desequilíbrio resulta sobretudo da falta de competitividade da economia portuguesa que se reflecte no défice da balança de transacções correntes", acrescenta José Reis, economista e professor da Universidade de Coimbra.

De acordo com os números, o Estado é o maior responsável pelo desequilíbrio face ao exterior. No ano passado só em emissão de dívida de longo e de curto prazo (sobretudo obrigações e bilhetes do Tesouro e certificados de aforro) as administrações públicas hipotecaram 56,1% do produto interno bruto (PIB). O total dos passivos públicos atingiu 97,7 mil milhões de euros - mais 11% do que a dívida detida em 2008.


in Diário Económico de 2010/03/19

terça-feira, 16 de março de 2010

Anda tudo muita loucoooooooo!... Chamem a polícia

Face Oculta: Rui Pedro Soares ganha prémio de 587 mil euros

Antigo administrador da Portugal Telecom é suspeito de estar envolvida na alegada instrumentalização política da operadora para comprar a TVI

O antigo administrador da Portugal Telecom, arguido no caso Face Oculta, recebeu um prémio da empresa de 587 mil euros em 2009, pelo seu desempenho durante o triénio de 2006 a 2008.

Quanto ganham os gestores da PT

De referir que, Rui Pedro Soares exerceu funções como administrador executivo da PT de 2006 a 2010, tendo-se demitido depois de ter sido apontado como suspeito de estar envolvida na alegada instrumentalização política da operadora para comprar a TVI. Mas há mais. O ex-gestor ganhou ainda um bónus variável em 2009 de 449 mil euros e, nesse ano, o seu salário fixo foi de 364 mil euros.

Já Fernando Soares Carneiro, (...) recebeu um salário por 2009 de 385 mil euros.

(...)

Desta feita, os gestores que exerceram funções durante este período tiveram direito a bónus pelo triénio. A começar pelo presidente executivo da empresa e chairman, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro receberam, cada um, mais de um milhão de euros (1.019.271 euros). Ainda os administradores Luís Pacheco de Melo e António Caria ganharam em prémios o mesmo valor que Rui Pedro Soares: 586.853 euros. Isto é, os cinco gestores juntos receberam 3,8 milhões de euros em prémios pelo desempenho de 2006 a 2008
.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/pt-portugal-telecom-face-oculta-agencia-financeira-escutas-tvi/1147526-1728.html?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Austeridade - Recessão... recessão, austeridade! Existe algo mais?...


Plano de austeridade ameaça atirar Portugal para nova recessão
Luís Reis Pires 12/03/10

Economia cai no final de 2009 e empresários dizem que ainda não vêem sinais de retoma.

Portugal foi dos primeiros países da Europa a sair recessão e agora arrisca-se também a ser dos primeiros a voltar a ela. A economia nacional recuou em cadeia 0,2%, no último trimestre do ano passado, ficando a um passo de entrar em recessão técnica. Um cenário que ganha ainda mais força, dizem os economistas, com as restrições que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) vai impor à actividade económica.

(…)

In Diário Económico de 2010/03/12



Risco de recessão técnica ameaça metas do PEC
ECONOMIA

A economia portuguesa voltou a contrair pelo segundo trimestre consecutivo nos últimos três meses de 2009 colocando o país em risco de recessão técnico e ameaçando as previsões do governo para este ano e para o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), apresentado esta semana.

In OJE, sexta-feira, 12 de Março de 2010-03-12

terça-feira, 9 de março de 2010

Aperta, aperta, que faz friooooooo...

Governo esmaga classe média

Teixeira dos Santos anuncia cortes nas deduções de Educação e Saúde. Baixa real de salários até 2013.

O ministro Teixeira dos Santos foi obrigado a congelar salários e pensões para que as contas públicas cheguem a um equilíbrio em 2013, penalizando milhares de famílias da classe média e os reformados.


in Correio da Manhã, terça-feira, 9 de Março de 2010


IRS agravado para 2,5 milhões de contribuintes

Alterações nas deduções fiscais. Função Pública terá que se reformar aos 65 anos, mais cedo do que o previsto

O Governo quer um PEC "credível" e que todos, não apenas a Função Pública, ajudem na descida do défice. É assim que justifica as mudanças nos impostos que, no caso das deduções, se traduzirão num agravamento do IRS para mais de 2,5 milhões de contribuintes.

As alterações nas deduções e benefícios fiscais vão fazer com que mais de metade dos contribuintes pague mais imposto ou receba um reembolso menor.

(...)

José Sócrates negou que o PEC seja pouco ambicioso, salientando que Portugal já fez reformas relevantes. O primeiro-ministro recusou também as críticas de que há um agravamento dos impostos, lembrando que a redução dos benefícios fiscais já estava no programa de Governo, e esclarecendo que esta medida não se traduz num aumento de impostos, mas numa redução da despesa fiscal, junto dos que ganham mais.

(...) Mas mais uma vez os funcionários públicos serão quem vai mais sentir o aperto do cinto: à moderação salarial, o Governo promete juntar a "aceleração da convergência" das pensões da CGA com as do regime geral, indiciando que não irá esperar até 2015 para que a idade legal da reforma seja de 65 anos. (...)

in Jornal de Notícias, 9 de Março de 2010



Programa de Estabilidade e Crescimento

Classes médias vão pagar a maior factura do défice

por Bruno Faria Lopes, Publicado em 09 de Março de 2010 in Jornal I

Famílias pagam mais impostos e perdem poder de compra até 2013

Confrontado com a economia que menos vai crescer na zona euro nos próximos quatro anos, e sob forte pressão externa para cortar o défice orçamental, o governo socialista de José Sócrates vira-se para quem paga a maior parte dos impostos em Portugal: as classes média e média/alta.

... as medidas mais significativas de corte de despesa pública e de aumento da receita afectam directamente os trabalhadores e pensionistas a partir dos escalões médios de rendimento, agravando a carga fiscal ou contendo os salários: o governo limita o aproveitamento dos benefícios fiscais, cria um novo escalão máximo de IRS, congela salários na função pública (com influência forte no sector privado) e aumenta as contribuições feitas sobre o trabalho para a segurança social.

(...)

Este aperto sobre a classe média - que não está isolada no esforço (ver ao lado) - é um dos factores, a par do desemprego sempre acima de 9%, que limita a contribuição do consumo privado (que vale dois terços da economia) para o crescimento até 2013. Portugal vai continuar a divergir durante os próximos quatro anos, crescendo sempre abaixo de 2%.

http://www.ionline.pt/conteudo/50160-classes-medias-vao-pagar-maior-factura-do-defice

segunda-feira, 8 de março de 2010

Venha obra... o país precisa de lenha...

Economia

Governo muda IRS, benefícios fiscais e muito mais

PEC deixa função pública sem aumentos reais até 2013 e cria novo escalão do IRS

Por Judite França PGM 2010-03-08

O Governo já apresentou as principais medidas da actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que será entregue em Bruxelas no final do mês.

PEC: cenário de crescimento poderá ser «um pouco optimista»

Entre as novidades está um novo escalão de IRS, com uma taxa de 45%, para os rendimentos acima de 150 mil euros e a imposição de novos tectos aos benefícios fiscais, o que levará a que «quem ganha mais, pague mais».

Nas prestações sociais, há também novas medidas, que resultarão numa redução do peso das despesas em 0,5 pontos percentuais do PIB até 2013.

A função pública não terá aumentos salariais reais nos próximos anos e o objectivo é reduzir o número de funcionários.

O Governo adia ainda os prazos para o TGV e promete arrecadar 6 mil milhões de euros com privatizações. Mas não diz de que empresas.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-europa-pec-impostos-agencia-financeira/1145366-1730.html

sábado, 6 de março de 2010

Dores de barriga... depois de tantas asneiras

Governo apresenta Programa de Estabilidade e Crescimento

O Governo apresenta hoje, sábado, as medidas de austeridade para cortar o défice até 2013. Os salários dos funcionários públicos serão congelados e agora a expectativa saber se haverá cortes nos subsídios de férias e de Natal, tal como fez a Grécia. Vários especialistas como Campos e Cunha, Medina Carreira e João Salgueiro avisam que o PEC é a última oportunidade para Portugal evitar o descontrolo total nas contas do Estado.



Portugal tem de mostrar à Europa que consegue cortar o défice de 9 para 3% do PIB até 2013. Os aumentos dos salários na função pública e das reformas podem ser congelados, alguns projectos de investimento público também podem ir parar ao congelador, mas o ministro das Finanças terá de cortar muito mais e rapidamente.

É isso que está em causa na aprovação do Programa de Estabilidade e Crescimento. Um grupo de economistas do movimento cívico SEDES defende que as medidas de austeridade devem ser duras e com efeito já no próximo ano.

Num documento de reflexão, os especialistas da SEDES alertam que é urgente aumentar a poupança das famílias e o investimento das empresas e diminuir o endividamento externo. E fazem outra recomendação: "para que a dureza das medidas possa ser entendida pelos portugueses, é essencial que haja moralização das instituições e da actividade política". Cortar nos subsídios de férias e de Natal, como aconteceu na Grécia, pode ser uma solução.

Os mercados financeiros olham para os chamados "PIIGS" - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha. Depois da tragédia grega, Portugal terá de mostrar aos mercados que sabe usar a tesoura para cortar, como nos meados dos anos 80 quando o país foi gerido durante uns tempos pelo FMI. Com o PEC deste sábado e com o orçamento para 2011, os portugueses já sabem que vão voltar a um velho hábito: apertar o cinto, falta saber quantos furos.

Sócrates recebe em São Bento segunda-feira todos os partidos e parceiros sociais

O primeiro-ministro recebe segunda feira, em São Bento, todos os partidos com assento parlamentar e os parceiros sociais em reuniões destinadas a analisar a proposta do Governo de Programa de Estabilidade e Crescimento.

(...)

http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/Governo+apresenta+este+sabado+o+Programa+de+Estabilidade+e+Crescimento.htm

sexta-feira, 5 de março de 2010

É o país que seguramente merecemos! De acordo?

Fosso entre ricos e pobres pouco mudou

05.03.2010 - 07:44 Por Raquel Martins

Portugal está tão desigual agora como em meados dos anos 90. Nas últimas décadas, o país ficou mais rico, mas nem todos puderam beneficiar da melhoria das condições de igual forma. E o problema não é os pobres estarem mais pobres, mas os ricos estarem ainda mais ricos, trocando as voltas às tentativas de criar uma sociedade inclusiva e agravando-se o fosso entre uns e outros.


Olhando para a evolução dos indicadores, pouco mudou nas últimas décadas. Na verdade a desigualdade na distribuição da riqueza era tão grave em 2008 como em 1997. O coeficiente de Gini (que mede a distribuição dos rendimentos e que é tanto mais grave quanto mais próximo estiver dos 100) apurado para estes dois anos era de 36 por cento. Pelo meio, houve ligeiras oscilações: agravou-se entre 2001 e 2006, e depois reduziu-se ligeiramente, ficando sempre acima da média da União Europeia (29 por cento em 1997 e 30 por cento em 2008).

Os valores alcançados não orgulham ninguém e também não impedem que a realidade nacional saia mal no retrato quando se compara com o resto dos parceiros europeus. Portugal ocupa o segundo lugar, a par da Bulgária e da Roménia, na lista de países onde a distribuição dos rendimentos é mais desigual. Pior só mesmo a Letónia, que apresentava um coeficiente de Gini de 38 por cento em 2008. O resultado mais favorável verificou-se na Eslovénia, considerada o país mais equilibrado na distribuição dos rendimentos de todo o espaço europeu, com um coeficiente de 23 por cento.

" Se compararmos os índice dos últimos 20 anos, o que tem sido feito na redução das desigualdades é muito pouco. Isso tem a ver com a natureza da nossa desigualdade e com as políticas seguidas, mas que somos dos mais desiguais da União Europeia é inquestionável", alerta Carlos Farinha Rodrigues, um dos economistas que mais se têm dedicado ao estudo desta problemática em Portugal.

O motor da desigualdade

Um dos elementos que mais contribuem para a desigualdade são os rendimentos do trabalho. Apesar das melhorias registadas desde meados da década de 90, Portugal continua a ter dos mais elevados níveis de desigualdade salarial no contexto da União Europeia.

O indicador que mede a diferença entre o rendimento líquido recebido pelos 20% que detêm níveis mais elevados de rendimento e o recebido pelos 20% mais pobres tem estado sempre entre os mais altos da Europa. Em 1995, o rendimento auferido pelos 20 por cento mais ricos era 7,5 por cento superior ao auferido pelos 20 por cento mais pobres. Passada mais de uma década, verificou-se uma ligeira melhoria com esse diferencial a chegar aos 6,1 por cento, mas Portugal continua a ser o terceiro país europeu onde a distribuição dos rendimentos do trabalho é mais desigual, muito próximo da Letónia e da Bulgária.

Na raiz deste problema está também, segundo Farinha Rodrigues, o elevado crescimento dos salários mais altos, uma tendência que se tem evidenciado nos anos mais recentes. "Portugal tem, em termos europeus, salários médios bastante baixos, mas não é difícil perceber que qualquer quadro de topo de uma empresa multinacional tem um salário que não é determinado pelo mercado português, o que gera factores de diferenciação muito grandes", exemplifica.

A este fenómeno há ainda que juntar outro, mas no pólo oposto: os trabalhadores que não conseguem com o seu salário garantir condições mínimas de subsistência, o que contribui para o agravamento das desigualdades e dos indicadores da pobreza.

Pensões desiquilibram

Há outros aspectos que também têm contribuído para a manutenção dos elevados níveis de desigualdade em Portugal. As pensões tendiam a reduzir a desigualdade, mas actualmente, fruto de várias políticas, há já pensões "extremamente elevadas", que acabam por desequilibrar os pratos da balança, como lembra o investigador do ISEG.

Carlos Farinha Rodrigues realça ainda que as ligeiras oscilações verificadas ao longo dos últimos anos ao nível da desigualdade são consequência do aumento dos recursos nas famílias mais pobres, fruto das políticas sociais lançadas pelo diversos governos. Contudo as políticas sociais têm uma capacidade limitada na redução das desigualdades, dado que não é esse o seu objectivo principal. É por isso que há economistas que defendem que a redução das desigualdades exige "não somente a melhoria das condições de vida dos grupos sociais mais vulneráveis, mas igualmente uma distribuição mais justa de todos os recursos gerados pela sociedade".

Esta recomendação surge em oposição à dos que defendem que primeiro é preciso criar riqueza para depois a distribuir. Contudo, os dados mostram que o crescimento económico positivo não é, por si, uma garantia de que a distribuição dos rendimentos é feita de forma equilibrada.


in Jornal Público
http://www.publico.pt/Economia/fosso-entre-ricos-e-pobres-pouco-mudou_1425631

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pessimistas? Ainda?... gente mal habituada!


Barómetro

Pessimismo continua a aumentar e volta a valores de Maio de 2009

Vítor Costa e Francisco Teixeira
01/03/10 07:30

Futuro da situação económica do País é visto de forma mais pessimista que o dos próprios inquiridos.

A tendência não é nova e em Fevereiro apenas se voltou a acentuar. Desde Junho do ano passado que o pessimismo dos portugueses em relação à evolução económica do País, da sua própria situação económica e à do seu agregado familiar, tem vindo a piorar. O mês de Fevereiro não foi diferente. O pessimismo voltou a aumentar e já está ao nível de Maio do ano passado.

O barómetro de expectativa calculado pela Marktest para o Diário Económico e para a TSF reflecte assim um pessimismo moderado dos portugueses a que não serão alheias as notícias mais recentes: a crise na Grécia e o seu possível alastrar para Portugal; o congelamento de salários na Administração Pública implícito na proposta de Orçamento do Estado para 2010; a ausência de aumentos reais até 2013 que o Governo irá inscrever no Programa de Estabilidade e Crescimento; e a generalidade de medidas de austeridade que o Executivo terá de adoptar para trazer o défice público dos actuais 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para um valor inferior a 3%, são motivos mais do que suficientes para antecipar dificuldades.

"Penso que teve a ver com a turbulência em torno da dívida pública portuguesa e as notícias sobre o estado das contas públicas gregas", (…).

País leva a maior pessimismo

(…) o pessimismo dos portugueses é mais acentuado quando se referem à situação económica do país do que à sua própria situação ou à do seu agregado familiar.
No Norte o pessimismo é maior, tal como nos inquiridos de idade mais elevada e nos de classe mais baixa. (…)

in Diário Económico