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terça-feira, 16 de março de 2010

Anda tudo muita loucoooooooo!... Chamem a polícia

Face Oculta: Rui Pedro Soares ganha prémio de 587 mil euros

Antigo administrador da Portugal Telecom é suspeito de estar envolvida na alegada instrumentalização política da operadora para comprar a TVI

O antigo administrador da Portugal Telecom, arguido no caso Face Oculta, recebeu um prémio da empresa de 587 mil euros em 2009, pelo seu desempenho durante o triénio de 2006 a 2008.

Quanto ganham os gestores da PT

De referir que, Rui Pedro Soares exerceu funções como administrador executivo da PT de 2006 a 2010, tendo-se demitido depois de ter sido apontado como suspeito de estar envolvida na alegada instrumentalização política da operadora para comprar a TVI. Mas há mais. O ex-gestor ganhou ainda um bónus variável em 2009 de 449 mil euros e, nesse ano, o seu salário fixo foi de 364 mil euros.

Já Fernando Soares Carneiro, (...) recebeu um salário por 2009 de 385 mil euros.

(...)

Desta feita, os gestores que exerceram funções durante este período tiveram direito a bónus pelo triénio. A começar pelo presidente executivo da empresa e chairman, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro receberam, cada um, mais de um milhão de euros (1.019.271 euros). Ainda os administradores Luís Pacheco de Melo e António Caria ganharam em prémios o mesmo valor que Rui Pedro Soares: 586.853 euros. Isto é, os cinco gestores juntos receberam 3,8 milhões de euros em prémios pelo desempenho de 2006 a 2008
.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/pt-portugal-telecom-face-oculta-agencia-financeira-escutas-tvi/1147526-1728.html?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Huummmmmmmmm, uns são filhos da mãe e os outros são... (pelo menos parece)





Greve

Funcionários ameaçam bloquear Parlamento
por JOÃO PEDRO HENRIQUES

Os cerca de 400 funcionários da Assembleia da República contestam um artigo do Orçamento do Estado. Queriam ter estatuto de nomeados e podem decidir-se pela paralisação.

(…)

Nunca na sua história os funcionários parlamentares fizeram greve.

O que está em causa é o vínculo entre os funcionários e a AR. Querem poder ter o estatuto de "nomeados" - como já têm diplomatas, militares do quadro permanente, funcionários dos serviços secretos, da investigação criminal, das polícias de segurança e das inspecção - e não de simplesmente "contratados", como é regra geral na administração pública.
(…)

A diferença entre os dois regimes é substancial. O vínculo de nomeação é forte e o de contratado é frágil (os contratados podem, por exemplo, ser afastados com "despedimento por inadaptação" ou com "justa causa", o que não acontece nos nomeados). (...)

in Diário de Notícias, sexta-feira, 12 de Março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pessimistas? Ainda?... gente mal habituada!


Barómetro

Pessimismo continua a aumentar e volta a valores de Maio de 2009

Vítor Costa e Francisco Teixeira
01/03/10 07:30

Futuro da situação económica do País é visto de forma mais pessimista que o dos próprios inquiridos.

A tendência não é nova e em Fevereiro apenas se voltou a acentuar. Desde Junho do ano passado que o pessimismo dos portugueses em relação à evolução económica do País, da sua própria situação económica e à do seu agregado familiar, tem vindo a piorar. O mês de Fevereiro não foi diferente. O pessimismo voltou a aumentar e já está ao nível de Maio do ano passado.

O barómetro de expectativa calculado pela Marktest para o Diário Económico e para a TSF reflecte assim um pessimismo moderado dos portugueses a que não serão alheias as notícias mais recentes: a crise na Grécia e o seu possível alastrar para Portugal; o congelamento de salários na Administração Pública implícito na proposta de Orçamento do Estado para 2010; a ausência de aumentos reais até 2013 que o Governo irá inscrever no Programa de Estabilidade e Crescimento; e a generalidade de medidas de austeridade que o Executivo terá de adoptar para trazer o défice público dos actuais 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para um valor inferior a 3%, são motivos mais do que suficientes para antecipar dificuldades.

"Penso que teve a ver com a turbulência em torno da dívida pública portuguesa e as notícias sobre o estado das contas públicas gregas", (…).

País leva a maior pessimismo

(…) o pessimismo dos portugueses é mais acentuado quando se referem à situação económica do país do que à sua própria situação ou à do seu agregado familiar.
No Norte o pessimismo é maior, tal como nos inquiridos de idade mais elevada e nos de classe mais baixa. (…)

in Diário Económico

Outra vez entre os piores? Hummmmmm, deve ser engano...

Mobilidade social

Portugal entre os piores. Educação dos pais limita salário dos filhos

por Bruno Faria Lopes e Marta F. Reis, Publicado em 01 de Março de 2010


Ascensão social é difícil em Portugal. Educação não chega para reduzir fosso


O fosso entre os salários das pessoas com pai licenciado e aquelas cujo pai cumpriu o 9.o ano de escolaridade é mais alto em Portugal do que em qualquer outro país da Organização para a Cooperação Económica (OCDE), mostra um estudo comparativo sobre mobilidade social publicado pela organização sediada em Paris. Apesar do crescimento económico nas últimas três décadas ter aberto novas oportunidades de ascensão social para milhares de portugueses, a mobilidade social relativa continua mais baixa do que noutros países desenvolvidos: Portugal é um dos países da OCDE onde a educação e o contexto económico dos pais mais influência tem no salário ganho pelos filhos.

"Em todos os países cobertos pelos dados, um filho tem muito mais probabilidade de estar no quartil [25%] salarial mais alto se o pai tiver educação superior, comparado com um filho cujo pai tem apenas educação básica [abaixo do 9.o ano], particularmente em Portugal, no Luxemburgo e no Reino Unido", aponta o estudo da autoria dos economistas Orsetta Causa e Asa Johansson (que serviu de base para o relatório publicado em Fevereiro pela OCDE). Ter um pai com educação superior sobe os salários dos filhos no mínimo 20%. O jogo social funciona também ao contrário: filhos de pais com menos do que o 9.o ano "tendem a ganhar consideravelmente menos".

Esta persistência salarial (e social) entre gerações verifica-se apesar das políticas públicas para criar igualdade de acesso ao factor que mais pesa na conquista por um emprego bem pago: a educação. A rigidez salarial reproduz mesmo um grau de rigidez semelhante na educação pública, confirma a OCDE. O contexto económico da família, por exemplo, tem um impacto importante nos resultados escolares, um efeito que é mais forte nos países mais desiguais.

"Em países com desigualdades grandes no contexto socioeconómico dos estudantes, incluindo México, Portugal, Luxemburgo, Espanha e Turquia, até uma influência relativamente moderada desse contexto nos resultados dos alunos conduz a uma persistência educacional maior entre gerações", aponta o estudo. Em Portugal, um filho de um pai licenciado tem menos 50% de probabilidades de se ficar apenas pelo ensino secundário, ao contrário de um colega cujo pai tenha o nono ano - é a diferença maior entre os países da OCDE. Estas conclusões são coerentes com as de estudos anteriores, como o realizado em 2006 pelo economista Pedro Carneiro, na University College de Londres, que revelou que dos alunos cujos pais concluíram o ensino primário só 7% acabaram a universidade.

(…)

"Por muito que a educação e o 'mérito' sejam importantes para entreabrir as portas de subida dos mais carenciados, o certo é que estes transportam consigo o seu próprio 'travão' que os impede de subir", comenta Elísio Estanque, sociólogo da Universidade de Coimbra [ver opinião]. "Trata-se de um processo sociocultural, quase congénito, em que o baixo estatuto herdado dos pais define um 'destino' (provável) que empurra os indivíduos para se manterem em padrões de vida idênticos ou próximos da sua origem social", acrescenta.

A influência do padrão de vida dos pais no futuro dos filhos é transversal a todos os países da OCDE, mas é mais intensa nos países do sul da Europa, que têm sociedades mais desiguais e barreiras de classe difíceis de transpor.

Rigidez laboral agrava problema. Para ultrapassar estas limitações - que põem directamente em causa a igualdade de oportunidades que é objectivo dos modelos de estado social europeus - a OCDE recomenda uma série de instrumentos políticos, que vão das alterações nas escolas a mudanças na lei do trabalho, cuja rigidez em Portugal tem sido criticada várias vezes pela OCDE.

"Há uma relação entre a protecção ao emprego e a persistência salarial entre gerações nos países europeus da OCDE", aponta o estudo. O efeito não é fácil de explicar, sublinha a instituição, mas a hipótese mais provável é de que a protecção seja usada pelos trabalhadores com contratos à custa dos que estão fora do sistema, nomeadamente os precários. "Na medida em que é mais provável que as pessoas com contextos [familiares] mais vantajosos estejam no grupo dos 'insiders' [dentro do sistema], a protecção pode aumentar o diferencial salarial entre os dois grupos, o que, por sua vez, pode traduzir-se numa persistência salarial mais alta entre gerações", acrescenta. O grau de protecção laboral em Portugal é também o mais alto da OCDE.

Outras medidas para diminuir a desvantagem dos pais com pior contexto económico ou escolar passam por dar prioridade ao pré-escolar, essencial para diminuir os efeitos da origem social na capacidade de aprendizagem das crianças mais pequenas. Apoios financeiros apenas para educação ou maior mistura de alunos de diferentes classes sociais são outras medidas propostas.
in Jornal I