sexta-feira, 15 de abril de 2016

DECLARAÇÃO DE GUERRA







Sou um homem de paz. Sou um homem à antiga, tenho dentro de mim um bússola que indica o caminho que considero certo, onde estão como coordenadas a honra, a verdade, a dignidade humana, o respeito pelo próximo, a liberdade, a igualdade, a solidariedade, e mais um punhado de valores cada vez mais em esquecimento, ou inexistentes por venda fácil.



Toda a minha vida tive de lutar. em minha defesa e em defesa de valores que assumi como bandeira. Lutei contra a prepotência, o abuso de poder ou autoridade, a ilegalidade, o crime, a violência exercida em graus muito diferenciados sobre o ser humano. Lutei, repito, por mim e por esses valores quando ameaçados, e lutei por muitos, que me pediram auxílio ou que vi ser vítimas de opressão ou tirania.



Tenho em mim a mania da justiça (muitas vezes é apenas uma ilusão a que se agarram os violentados) e do direito (que nem sempre defende de modo claro causas que necessitam protecção).
A melhor definição de direito (que não é nada fácil), que conheço é: O DIREITO É O CONTRÁRIO DO TORTO.

Deste modo tudo o que se nos depara torto justifica uma intervenção com a finalidade de a tornar direita. Entre os humanos e nas nossas sociedades existe muita coisa torta, que teima continuar torta apesar de ser denunciada nas instâncias de poder e com legitimidade para a endireitar. 
O torto interessa a muita gente, o torto beneficia tanta gente como prejudica, no torto se ocultam interesses mesquinhos, de classe e criminosos. Até neste acto de endireitar uma coisa torta o direito,. com o seu amontoado de códigos e leis esbarra, escorrega, patina, e muitas vezes ali fica imobilizado, perdido, ineficaz.

Só conheço uma maneira de lidar com o problema, é não desistir, ser mula, escoiçear, propagar, litigar, e tentar embrulhar o que entorta em folha de couve, ou fumá-lo dentro de um bom charuto cubano. 

Posso afiançar aos meus amigos que fujo da violência gratuita como o diabo foge da cruz. Não sou arruaceiro, nem carrasco e não sinto prazer em atacar apenas por entretenimento. Mas nunca fugi de uma batalha (quem vai à guerra dá e leva) quando a causa é a defesa de mim próprio, se os meus valores são ameaçados, ou se vejo cobardemente atacar gente fraca, que se não pode defender.

HOJE é um grande dia. Oficialmente vou declarar a guerra, colocando tudo a nu, isto é, pegar os bois pelos cornos, não necessariamente falar com metáforas mas colocar os nomes nos lugares certos.

Vou aqui neste espaço de defesa da Liberdade contar tudo o que se passou comigo e uma autoridade da cidade onde resido. Acho que aquela pessoa, que para o direito e a democracia em nada difere das demais se enganou quando escolheu jogar comigo. Infelizmente tive uma vida dura, e não aprecio gracejos de gente que julga que o facto de ter poder a legitima para brincar com a vida dos outros.

Um de nós vai ter que quebrar, é quase como se ouvíssemos dizer que na cidade só existe espaço para um de nós. Normalmente quebra o mais fraco é o pensamento comum. Mas eu não vou nessa cantiga, eu farei todos os tipos de guerra, recorrerei a todas as artes, e só terminarei quando me conseguirem destroçar por completo, ou quando ganhar a guerra.

Já perdi muitas batalhas. Voltei sempre a levantar-me. E quando necessário ergo-me e luto de novo.

Hoje é um dia extraordinário, é um começo de algo que nunca se sabe como acaba, algo cheio de dureza, de sujeira, de violência. Hoje declaro guerra, assim de uma simples mas muito reflectida assentada, a quatro médicos, todos "autoridades de saúde da minha cidade e do meu distrito". 

Hoje é o primeiro dia de uma guerra, como a de Tróia, que vai merecer ser registada, para que o confronto entre o bem e o mal, nunca deixe de existir por desfalecimento das forças benéficas, e fique no conhecimento de muitos. É que pode perder-se muito cada vez que os bons simplesmente nada fazem. E aí reside muito dos problemas do nosso país, as pessoas por medo, (resquício de muitos anos de ditadura), por comodidade, para evitar perdas de tempo e aborrecimentos, ficam de mãos caídas. Desse modo, a vilania, os marginais, a tirania, os opressores, a ilegalidade, os fora da lei, encontram campo de manobra para prosperar, sendo que assim, o crime compensa, e vão reiterando os atropelos, uns atrás dos outros.


As vítimas curvam-se e caiem indefesas e quem as pode ajudar fica indiferente olhando da varanda a banda passar.


Posso ser louco, posso ser completamente varrido de sentido, mas nunca me curvarei perante a canalha, e seguindo a bússula que sempre orientou a minha vida não deixarei de combater a mentira, a infâmia, as violações ou os atentados sobre mim ou sobre gente que se não pode defender.


Os cobardes adoram atacar indefesos. É da natureza humana. É fácil e faz com que fiquem inchados de uma vã glória imaginária repleta de uma vaidade podre e malcheirosa.


Vale a pena lutar quando a razão está no nosso lado. Vale a pena quando se luta contra a tirania. Não se pode sequer valorar quando a guerra pode modificar muito o statuo quo e os mais fracos, debilitados e doentes sentirem que algo está a mudar. Que o poder absoluto é uma remeniscência de um passdo que deia estar morto e enterrado faz séculos. Que a liberdade, a justiça, o direito, o respeito pela pessoa humana são para todos e não estão tristemente limitados a amigos, do partido ou afilhados. Depois, quanto mais nos baixamos mais nos vêem o rabo. Diz-se.








quinta-feira, 14 de abril de 2016

ESTADO DE GUERRA





LEGÍTIMA DEFESA

Perante agressões exteriores de gente poderosa, que me têm causado prejuízos enormes, me têm perturbado na minha saúde bastante delicada, tendo provocados noites e noites sem dormir e muita tensão, ansiedade e stress, e não tendo resultado as minhas tentativas de defesa pelos meios legais, tradicionais, de um cidadão normal, venho informar os meus amigos que oficialmente estou em guerra, razão bastante para ter acionado o meu blog 3 KAMPUS LIBERTATIS. Todos os passos das batalhas obrigatoriamente a travar para me defender de gente obscura e desumana, vão ser ali narradas. Ali consta já, com a foto que coloquei, a minha ira e a Declaração de Guerra, que, de acordo com o meu código de conduta, deve ser clara, aberta, para que toda a gente saiba o perigo que corre quando precisa de autoridades e elas pura e simplesmente decidem brincar e prejudicar o cidadão. O meu lema, como já foquei creio que aqui, é, UMA BOA GUERRA DIGNIFICA QUALQUER CAUSA, e acrescento O QUE NÃO ME MATA ME TORNA MAIS FORTE.

QUE SEJA UMA GRANDE GUERRA:


De imediato existem três (3) fases de ações bélicas;

- Um preâmbulo sobre a minha Junta Médica de Reavaliação de Incapacidades
-A Junta de Reavaliação de Incapacidade (resultados e apreciação)
- Uma cronologia narrando as acções efectuadas


Indicarei a quem recorri pedindo ajuda para que os acontecimentos que se passaram comigo não voltassem a acontecer com outras pessoas.



Indicarei o que os Órgãos de tutela efectuaram perante as minhas exposições



Indicarei acções futuras a levar a cabo e seus efeitos



Contactarei órgãos de comunicação social, jornais e televisão para narrar como foi feita a minha Junta Médica, como em seguida me mantiveram meses enganado, mesmo tendo para resolver a situação criada, seguido o Conselho da Exma. Sra. Presidente das Juntas Médicas de Avaliação de Incapacidade, e lhe tenha entregue pessoalmente os documentos que me pediu.



Curiosamente muitos meses depois, e em face da minha abertura para resolvermos de vez um litígio que não interessa a ninguém e mancha uma Organização da Administração Pública, voltam a pedir-me, os mesmos documentos. Acrescendo que requeresse nova Junta Médica. Se fosse na cantiga da sereia, rasgava um processo em que alguém vai ter que ser responsabilizado e eventualmente reparar danos, tinha deitado fora quase um ano após a Junta Médica sem qualquer utilidade que não fosse a malfeitoria de quem é responsável pela situação. E, caso encerrado, tudo volta a ser como dantes e, desculpem o termo, "quem se lixa é o mexilhão", o que quer dizer o mais fraco.

Existe muita falta de humanismo, moral, ética, responsabilidade, bom senso e até desrespeito por normas e princípios basilares de um país moderno e um Estado de Direito.



Acho que brincar é algo interessante sob o ponto de vista de entretenimento, mas brincar com doentes a quem se sabe estar a provocar vários tipos de prejuízo, já me parece uma pouca vergonha e um abuso de poder, além de má fé e de desrespeito pela legalidade a que está subordinada a Administração Pública.



A única profissão, sem ofensa, que conheço remunerada para brincar com os outros é a de palhaço.

Médicos a brincar com doentes, salvo melhor expressão parece-me pior que crime, é anti-natura, é mórbido, é assustador.

A GUERRA VAI COMEÇAR



Regressei passado anos.

Este blog foi por mim criado para ter de reserva um blog de LUTA.

Se tivesse um dia de me zangar e tivesse de me defender de quem me atacasse.

Eu nunca ataquei ninguém, sem alguma razão forte, mas detesto que me ataquem.

E quando me atacam eu tenho o direito constitucional que a minha "Constituição" aprovada desde que nasci, estabelece de me defender, recorrendo a todos os meios, na proporcionalidade dos danos que me provocassem.

No artido 33, no número 4 a norma estabelece que devo recorrer a ataques reiterados, cada vez mais duros, como melhor defesa.

No número 5. - é a minha norma preferida - "se necessário for fazer explodir o inimigo no meio da sua sujeira..." e "...antes morrer a ser vencido"

Bem, todos que me conhecem sabem que raramente tenho dúvidas na arte da guerra e quase nunca me engano quando lanço setas envenenadas aos meus inimigos

Depois tenho a apontar - cuidem-se os que querem brincar à minha custa - que quase toda a minha vida foi feita de lutas, guerras, e muitos inimigos muito mais poderosos tiveram de curvar-se vencidos.

E já perdi muitas batalhas. É o que acontece ao mercenário, que luta sendo pago por valores e princípios. Cada derrota é um lamber de feridas, um reerguer, e um voltar à luta. Posso perder muitas batalhas o que importa é a guerra. E essa só tem um término honroso, a vitória.

Provavelmente esta será a minha última guerra, o adversário é como de costume muito mais poderoso que eu - o que me agrada, bater em mortos nunca foi a minha especialidade. E como vai ser a última guerra só pode terminar com uma vitória retumbante.

Venham eles, os espero. E agora vou começar a atacar, com todo o tipo de tácticas e em todos os campos. Quem semeia ventos semeia tempestades.

O objectivo do meu blog LIBERTATIS é garantir uma Liberdade que infelizmente só pode ser obtida em guerra

Pois que seja uma grande guerra.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cá estamos de novo...

Razões de ordem técnica impediram-me de colocar os meus "posts" com a periodicidade com que pretendia e levaram a que durante tempo demais estivesse ausente, não comentando, como queria, o desenrolar mirabolante da nossa política caseira, que como costume, mais estraga que conserta, mais enterra que levanta, levando-nos, como dizia há muitos meses atrás, a um fim triste.
Portugal está moribundo. Gravemente enfermo. Mesmo que não se lhe venha a fazer o funeral, como ainda alguns preconizam, não voltará mais ao que foi, quedando-se apático, pouco lúcido, triste, inválido e sem cura.
Não existe futuro. Os que nos governam limitam-se à aventura de experimentações, à exposição de gastas medidas, a desconsertos, à porrada na rapaziada, tirando tudo, espoliando, inventando em cada dia novas investidas aos que ainda fazem pela vida, que isto sem sangue não vai a lado nenhum.
Não se vislumbra uma ideia, uma medida eficaz, algo que dê ânimo ou possa dar alento aos portugueses. Parece que a política à portuguesa se limita a um ataque sem precedentes, em nome de uma inevitabilidade maior, a tudo o que seja direito, a um retirar a cada um o mais possível, à destruição do que existe, em nome de um futuro em que só a carneirada do regime acredita, inevitavelmente escuro como breu.
Passaram meses desde que aqui coloquei o meu último comentário mas pouco ou nada mudou - excluíndo as moscas - e se alguma alteração é visível, será para pior. O país está pior, as pessoas estão mais descrentes, há mais desemprego, as pessoas não têm dinheiro, não compram, e os políticos seguem igualinhos a si mesmos, fingindo representar os que os elegeram, como se fosse possível dar crédito a uma república em que se diz existir uma democracia representativa, em que uma vez no poleiro, mentindo com todos os dentes, se faz exactamente o contrário do que se enunciou na campanha eleitoral.
Vamos tentar debruçar-nos, como antes, nas nossas desventuras, na nossa triste sina, ou nesse fado imenso que nos condena para um abismo cada vez mais próximo e cada vez maior. Espero, deste modo, regularmente, voltar a colocar aqui, o que penso, as minhas críticas, as minhas ideias, tendo em conta o dificil momento em que vivemos, o sentimento de desnorte que se instalou entre tantos de nós, e esse caminho, cada vez mais louco, mais irresponsável, mais desumano, para onde caminha Portugal.
Vamos tentar estar aqui de novo, para que exista uma vós, um grito, alguém que diga o que lhe parece, e desse modo transmita as suas preocupações, e denuncie, sem essas artimanhas dos intelectuais do regime, o que de facto se sente, entre os que trabalham, os que vivem do seu esforço em cada dia, os que são enganados há décadas, e agora, como se fossem culpados de tudo o que se passa por cá, são chamados a responder, a pagar, a ver degradar as suas vidas, e a olhar o seu futuro sem qualquer esperança.
Estamos em crer que não vamos mudar o rumo dos acontecimentos, não temos nem força, nem os que podem querem ouvir seja o que for, mas estamos aqui, e não calamos, vamos dizendo, enquanto isso ainda for possível, o que pensamos. Para isso voltámos.
Um bom dia.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que nos calhará no futuro?...

Depois de muitos anos sem votar confesso que desta vez, mesmo praguejando e sentindo na garganta o incómodo de um sem número de sapos para engolir, lá anrranjei forças, para me arrastar até às urnas, fazendo deste modo, e excepcionalmente, parte da pandilha com responsabilidades no jogo desmiolado, da política à portuguesa.

Sempre tenho preferido ausentar-me da mesa de jogo, pois me parece que aceitá-lo, é o mesmo que fazer parte da batota, da sujeira, e alinhar com a mais triste palhaçada que tem arruinado, entre asneira e anedota, entre burrice e mete ao bolso, o nosso país.

Nisso, de uma política lusitana de compadres e desenrascanso, de toscos e chicos espertos, temos toda a vida sido pródigos. Por isso nos olha de lado, com desconfiança, meio mundo que faz pela vida. Somos paladinos da coisa fácil, do sabe tudo, do que não tem dúvidas nem erra, e hábeis em aproveitar a coisa pública para subir na vida e ajudar a vencer o primo lá da província, o filho da porteira, a amante, e mais uns poucos que correligionários, devem receber paga, pela ajuda preciosa que tiveram no alcance do nosso tachinho dourado.

Fui votar. Pareceu-me que ficar em casa seria, desta vez, cuspir na sopa, ou dito de outro modo, ver aproximar-se a fome e a vontade de comer - esvaziando e atropelando tudo por onde passa - e nada fazer para o evitar.

Desse apocalíptico desastre, a que infelizmente poucos poderão escapar, a minha boa vontade revelou-se insignificante para o seu afastamento e nem o desinteresse e a azia do povo veio ajudar. Mais de metade dos portugueses burrifou-se no futuro, descrédito, desanimado, incapaz de crer e reagir, farto de vilanagem, de ver vencer os gulosos e perpetuar-se no poleiro e na política em geral o espertalhão, o troca tintas, o lambe botas, o incapaz, o ganancioso, e os que sem escrúpulos chupam na vaca até a deixar sem tetas.

Agora tudo se parece bem negro. A um presidente da república, tecnocrata, sem alma, sem sentir, amante da frieza dos números, arrogante e prepotente, vaidoso, virá juntar-se um jovem com ideais liberais, cheio de gana de instalar em Portugal novas políticas económicas, parecendo desejar furiosamente destruir empresas públicas, formas de organização económica de há muitas gerações, diminuir o peso do estado, dar, e vender ao desbarato, a privados, enfim, apresentar obra, nem que para isso, se altere a vida nacional, mesmo que para pior, perdendo nessas loucuras de um liberalismo desumano, familias e pessoas.

Nunca o clima em Portugal foi tão favorável à destruição do pouco de bom que ainda vamos tendo. Que virá quando se deitar às malvas o Serviço Nacional de Saúde? Serão garantidos os cuidados a todos os portugueses? Será que todos vão estudar como até aqui quando, em defesa de novas estratégias se acabar com a escola pública? E como vão ficar todas as outras coisas e sectores?

E tudo vai de vento em popa. Ao aniquilar de qualquer sistema antigo em nome da modernidade, o governo terá a seu lado o sorriso artificial, aprendido com muitas aulas de parecer estar, parecer bem, do presidente da república. Em cada direito social que se arruine não se ouvirá qualquer defesa do senhor Aníbal Cavaco. Será pois desta vez, que Portugal se alinhará no pelotão da frente. Da tristeza.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Que desgraça franciscana

Escrevi neste blog, há alguns meses, que o pior revelar-se-ia depois da dita crise. Depois dela, quando fosse apregoado com pompa e circunstancia o fim do flagelo, seria o momento em que verdadeiramente, nos iriamos debater com as maiores adversidades. Infelizmente não me enganei. Terminou a crise e um país em marcha cheio de pujança e de resultados era revelado nas palavras empenhadas e esclarecidas de um primeiro ministro que não perdia oportunidade de espalhar sucessos, dados inebriantes, resultados fantásticos. Tudo parecia seguir de vento em popa. Às entusiasticas intervenções do primeiro ministro, toda uma nação parecia adormecida, preguiçosa de pensar, de ver, numa letargia de sucesso fácil e de um caminho coroado de êxitos. A era pós-crise parecia ter caído defenitivamente no esquecimento, Portugal mais uma vez dava lições ao mundo, com tudo certinho e organizado, com números de causar invejas, saía da crise internacional antes dos demais, notabilizava-se vencedora e pujante.

Hoje, alguns tempos passados depois dessa primavera de quimeras e delírios, parece que nem o Governo, nem o Presidente, nem ninguém que milagrosamente traga em si o cunho do saber e da competência, mostram capacidades para evitar a tragédia do FMI nos vir, casa dentro impor regras e sacrificios, face a um país ingovernável, falido, e sem futuro.

Portugal volta a ser o que sempre foi, um país sem rei nem rock, de incompetentes, de fala baratos, onde a corrupção e o compadrio, o facilitismo e a cunha, tudo acabam por inquinar. O futuro, que agora, já ninguém consegue ocultar, mostra-se sombrio. O défice é um monstro, a dívida pública uma enormidade, o desiquilibrio das contas uma realidade incomensurável. Ninguém acredita na nossa capacidade para cumprir com as nossas responsabilidades e os nossos credores fazem subir todos os dias o preço do dinheiro, na proporção da sua desconfiança em nós.
O governo quase se não vê, nem se sente, o presidente anda entusiasmado pelo país em campanha eleitoral, seguro que dos seus avisos em devido tempo se terá salvado o país, as instituições fazem que andam, a justiça praticamente não existe, e se funciona, é por acaso e só em casos de pés rapados, e de gente sem poder e influência, a educação perde qualidade num facilitismo criminoso onde se pretende garantir, não o conhecimento e o saber, mas o sucesso a todo o custo, a saúde está cada dia mais distante dos que dela necessitam. O desemprego atingiu um número record e muitos portugueses voltam, como antigamente a abandonar o solo pátrio como forma de garantir o mínimo de subsistencia. Existe fome, gente sem abrigo, doentes que não se podem tratar, muito desânimo e imensa pobreza.

Tudo isto ocorreu, como eu disse aqui há alguns meses atrás, depois da crise e quando o país caminhava paulatinamente, segundo gente irresponsavel que nos tem governado, para o sucesso.
É este o nosso país, infelizmente...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Imagem do funcionário público... em 2013 !

Auto-Estima

Imagem do funcionário público




Não interessa o quanto a vida te tem maltratado...
Anda sempre de cabeça erguida!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ainda temos futuro? Que lhes parece?...

FMI arrasa futuro da economia nacional

Nem bancarrota nem ameaça ao euro dizem especialistas ouvidos pelo JN

ALEXANDRA FIGUEIRA E LUCÍLIA TIAGO


Mais desemprego e economia anémica. É esta a nova previsão do FMI para Portugal, numa altura em que os juros da dívida estão sob forte pressão. Economistas alertam para a enorme gravidade da situação do país mas afastam, para já, a possibilidade de bancarrota.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais pessimista sobre a evolução da economia portuguesa do que estava há apenas três meses. Nas novas previsões, ontem divulgadas, considera que Portugal não crescerá além dos 0,3% em 2010 (menos 0,1 pontos percentuais) e de 0,7% no próximo ano - valores bastante mais modestos do que os estimados pelo Governo. No desemprego, as notícias não são melhores, apontando-se para uma subida (ver texto na página seguinte). A actualização das previsões coincidiu no tempo com uma forte pressão do mercado sobre a dívida pública, com os juros a registarem ontem a quarta subida seguida.

Os "fortes desequilíbrios orçamentais" são o motivo apontado para esta recuperação anémica da economia, pelo que fica o aviso do FMI de que a prioridade passa por "assumir compromissos credíveis relativamente à sustentabilidade da dívida" e pela necessidade de "inverter rapidamente" o "elevado défice". Esta advertência dirige-se não só a Portugal, mas também à Grécia, Espanha e Irlanda e a sua concretização permitirá acalmar os mercados financeiros.

Especialistas avisam

Daniel Bessa, João Duque e Nuno Sousa Pereira avisam: a situação económica e financeira do país é muito má e exige medidas concertadas entre os maiores partidos. Mas afastam um cenário de bancarrota alvitrado por vozes mais pessimistas, que têm comparado Portugal à Grécia. "Pelo menos para já", ressalva Sousa Pereira, director da Escola de Gestão do Porto (EGP), uma vez que o país tem "problemas estruturais graves, mas não está numa situação tão má quanto a grega".

O seu antecessor e actual presidente da Cotec, Daniel Bessa, não dá credibilidade às vozes mais alarmistas: "Ninguém, com um mínimo de responsabilidade, que eu saiba, falou em bancarrota", uma hipótese "expressamente excluída por medidas ainda recentemente aprovadas pela União Europeia", afirmou, referindo-se ao Programa para a Estabilidade e Crescimento (PEC).

Em termos hipotéticos, sublinha o presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque, há sempre o risco de entrar em incumprimento, mas a probabilidade de tal acontecer é remota. O mesmo se passa quanto à saída da moeda única, entende.

Daniel Bessa recusa ser Portugal uma ameaça à moeda única: "nem a Grécia nem Portugal têm dimensão suficiente para porem em causa a estabilidade da Zona Euro". Aliás, "se há país que pode ser uma ameaça é Espanha", concorda Sousa Pereira, que nem compreende como seria possível simplesmente deixar o Euro.

Em todo o caso, Bessa espera que "em momento algum" os responsáveis da Zona Euro, como o Banco Central Europeu, "cheguem ao ponto de porem o Euro em causa [devido à] ajuda que se disponham a prestar a um Estado-membro, seja ele qual for", disse.

Anestesia aristocrata

O presidente da Cotec olha em volta e vê só "raras e honrosas" excepções, pessoas dispostas a "alertar os portugueses para a gravidade da situação económica e financeira do país". As pessoas não estão, por isso, "convencidas nem da gravidade da situação nem da dureza das medidas que a mesma impõe". Ao invés, diz Sousa Pereira, a regra é a "anestesia da generalidade dos actores sociais".

Estando Portugal pressionado pelos mercados, o que fazer para sair dos holofotes? "Dar um sinal de coesão", diz João Duque que, por isso mesmo, critica a "postura de aristocrata arruinado" do Governo face à necessidade de se entender com a Oposição para aprovar as medidas do PEC. "O Governo devia aceitar esta disponibilidade do PSD para mudar o PEC".

Sobre se Passos Coelho e Sócrates têm condições para se entenderem, Sousa Pereira não tem dúvidas: "Não vão ter alternativa".


in Jornal de Noticias de 22 de Abril de 2010
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1550162

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Portugal traz riscos à zona euro! Pobre país...

Crise orçamental
FMI diz que Portugal é dos países que mais riscos traz à zona euro
Luís Reis Pires e Margarida Peixoto

Só a Grécia acarreta mais riscos que a economia nacional aos restantes países membros do euro, diz o FMI.

Portugal assemelha-se, neste momento, àqueles amigos que os pais não gostam de ver junto dos seus filhos, por serem má influência. A economia nacional está entre as que mais perigo pode causar aos vizinhos europeus, revela um estudo divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu Relatório de Estabilidade Financeira.

Quando o risco da República portuguesa aumenta, o principal prejudicado, de entre um grupo de dez países da zona euro, é a Áustria: as perturbações em Portugal fazem subir o risco de perturbações na economia austríaca em 21,8 pontos percentuais. Ou seja, se a Áustria tiver 50% de hipóteses de entrar em bancarrota, e se Portugal entrar em incumprimento, a probabilidade de Viena declarar falência passa a ser de 71,8%.

Apostas a favor da falência de Portugal???... O mundo é um jogo, bem triste.




Dívida pública

Mercados duplicam apostas a favor da falência de Portugal
por Luís Reis Ribeiro, Publicado em 21 de Abril de 2010

Apostas contra a dívida portuguesa valem 45 mil milhões de euros. Valor subiu 105% em um ano

Em apenas um ano, os investidores internacionais duplicaram o valor das apostas a favor de uma falência de Portugal. Trata-se de o maior aumento num conjunto de dez países, sendo até superior ao da Grécia.

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem divulgados no relatório sobre a Estabilidade Financeira Global, o valor contratado em seguros de crédito (CDS) sobre a dívida pública portuguesa aumentou cerca de 105% até ao dia 5 de Fevereiro em apenas um ano, atingindo um total de 60,1 mil milhões de dólares (quase 45 mil milhões de euros a preços de ontem). Se o período considerado for de Outubro de 2009 a Fevereiro de 2010, então o valor contratado em CDS da dívida pública nacional quase quadruplica.

Na prática, estes CDS cobrem o risco de incumprimento ou mesmo de falência das nações. O problema (para os contribuintes portugueses, por exemplo) é que, em muitos casos, quanto maior o risco e quanto pior estiver o país, mais ganham os investidores em CDS (pois compram esses seguros baratos para os vender mais caros já o seu valor acompanha as taxas de juro). Assim, admitem vários especialistas, existem incentivos em agravar ou em aproveitar as avaliações negativas que se fazem das contas públicas e das respectivas situações económicas internas. Portugal e Grécia, devido aos seus problemas estruturais graves, como o excesso de endividamento do Estado, empresas e particulares acumulados ao longo dos últimos anos e agravados com a crise financeira, tornaram-se agora alvos fáceis dos operadores de mercado.

O resultado está à vista. Os grandes bancos internacionais admitem estar a lucrar bastante com operações nos mercados obrigacionistas (ver pág. 24 e 25) e até a Comissão Europeia aponta o dedo a estas instituições e aos fundos de investimento de alto risco (hedge funds) que acusa de serem co-responsáveis pelo agravamento dos spreads (prémios de risco da dívida pública, que agravam a taxa de juro cobrada por emprestar aos governos) e de, assim, colocarem os países mais perto do precipício Isto é, de uma situação de pré-falência. A Grécia já lá está. Portugal ainda não, mas não tem sido poupado na praça pública internacional - já se diz que o país é "o próximo problema global".

No documento ontem divulgado, o FMI analisa os efeitos desta turbulência nas dívidas públicas de dez países do euro (e na zona euro como um todo) e percebe-se que, nesta fase da crise, Portugal e Grécia são os que mais podem contribuir para um cenário de "perigo total" sobre a estabilidade do euro. A instabilidade da dívida de Portugal é a segunda mais alta a seguir à da Grécia, sendo que os mais prejudicados são a Áustria e logo a seguir a Holanda e Espanha.

De forma inversa, a dívida soberana que mais pode prejudicar Portugal é a grega e a espanhola.

O FMI analisa o papel dos CDS e das actividades de cobertura de risco e questiona se estas podem ser consideradas especulação ou não. O documento é inconclusivo: por um lado, o Fundo admite (tal como Bruxelas) que os mercados de produtos derivados podem contribuir para o descarrilamento das dívidas públicas, sobretudo as dos países mais debilitados; por outros, recusa fechar esses mercados: pede antes uma maior "transparência".

ver http://www.ionline.pt/conteudo/56159-mercados-duplicam-apostas-favor-da-falencia-portugal