Mostrar mensagens com a etiqueta direitos dos doentes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direitos dos doentes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de maio de 2016

RECLAMAR É UM DIREITO


UM ESTADO DE DIREITO
 NECESSITA ESTAR ATENTO AO 
FUNCIONAMENTO DAS INSTITUIÇÕES




EM CONFORMIDADE COM O TEXTO CONSTITUCIONAL

OS DIREITOS  DOS CIDADÃOS DEVEM SER ASSEGURADOS

ASSIM SE GARANTE A JUSTIÇA

DEFENDE O DIREITO





"O pensador é antes de
tudo dinamite, um
aterrorizante explosivo
que põe em perigo o
mundo inteiro"




Nietzsche



TRANSCREVO UMA LISTAGEM DAS ENTIDADES E INSTITUIÇÕES A QUEM ENDEREÇEI EXPOSIÇÃO SOBRE O TRATAMENTO DE QUE FUI VÍTIMA  NA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE PORTALEGRE ESPECÍFICAMENTE AS CONDIÇÕES QUE ENFORMARAM A MINHA JUNTA MÉDICA - DUVIDOSA - DE REAVALIAÇÃO DE INCAPACIDADE E TODO O PROCEDIMENTO ATÍPICO - BASEADO NA PALAVRA "ESPERE" - QUE SE LHE SEGUIU COM CLARO ENGANO  E PREJUÍZO PARA O RECLAMANTE EM DINHEIRO E EM SAÚDE



Eu nada peço para mim, o mal está feito, feito está, que fique na consciência de algumas pessoas que o cometeram por maldade, maldade e vingança. Eu informo dos atropelos ocorridos pois como dizia um filósofo uma maldade que me é feita, é uma ameaça a todos os outros. De facto se me chacinam deste modo, com recurso à mentira e a uma mais que duvidosa apreciação da minha incapacidade que segue em sentido contrário, salvo melhor opinião, dos relatórios que os meus especialistas facultaram, admito que muita gente está ameaçada do mesmo ou de pior. Eu fui funcionário naquela entidade 40 anos, defendi-me muitas vezes e defendi outros, nunca deixei que me pisassem, isso não, a escravatura ainda existe mas não tenho a natureza de escravo. Praticamente ganhei todos os processos e foram imensos, e afrontei tiranos e prepotências, o estudo de Direito e alguns anos de Sindicalismo ajudaram-me a lutar. Eu sabia que mais dia menos dia teria o ataque sujo, oculto, os cobardes ficam sempre na sombra. Mas o tempo mostrou-se favorável e atacaram. Acharam-se impunes, acima da lei, protegidos por várias forças. Atacaram. Mas vão dar-se mal pois deixaram o rabo de fora. E a mentira que é a única arma a que se agarram desesperadamente é facilmente desmontada. Eu, por mim, solicito uma acareação*, a verdade é como o azeite, logo virá à tona de água. REITERO é outra palavra chave neste processo de mentiras, que a minha luta é por todos que não podem defender-se. E repito o pedido de uma Sindicancia a um serviço que no meu modesto pensar, estará cheio de surpresas. Talvez se revele uma nova caixinha de PANDORA. Por Portugal, pelo Estado Democrático, pela Constituição de Abril, pela Justiça, e por uma Administração Pública ao serviço dos cidadãos.



PRESIDENTE DA REPÚBLICA

PRIMEIRO MINISTRO

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

MINISTRA DA JUSTIÇA

PROVEDOR DE JUSTIÇA

PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA

SECRETÁRIA DE ESTADO DA JUSTIÇA

SECRETÁRIA DE ESTADO DA MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

ADMINISTRADOR-GERAL DA ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA

DIRECTOR GERAL DA SAÚDE

DELEGADA DE SAÚDE DA REGIÃO ALENTEJO

GABINETE DE UTENTE DA ARSA

PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA ULSNA, E.P.E.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA ULSNA, E.P.E.

BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DEFICIENTES

PRESIDENTE DAS JUNTAS MÉDICAS DE INCAPACIDADE - USP DE PORTALEGRE



* A acareação, também conhecida como acareamento, é uma técnica jurídica que consiste em se apurar a verdade no depoimento ou declaração das testemunhas e das partes, confrontando-as frente a frente e levantando os pontos divergentes, até que se chegue às alegações e afirmações verdadeiras. (in WIKIPÉDIA)

sexta-feira, 29 de abril de 2016

OBRIGADO MEU DEUS, VOCÊ ESTAVA DO MEU LADO


DEUS

EVITOU UMA TRAGÉDIA



QUEIXA: PAC0000003 / 2016.04.29



Muitas vezes o ser humano é confrontado com a dúvida da existência de um ser Divino, Senhor de Todas as Coisas, 
da Vida e do Universo
que é Amor, Justiça, Perdão,
a quem chamamos Deus.
Mas eu afirmo, DEUS EXISTE,
e sem ele naturalmente minha vida não haveria de voltar a ter rumo, nem energia, nem resistência.

Ele estava do meu lado nessa Junta Médica, e evitou uma eventual tragédia, atordoando o meu entendimento, não tendo conseguido perceber exactamente o valor da minha valoração, nem mesmo depois de mostrar o documento a outras pessoas e do ter nas mãos bastante tempo.


Honestamente não sei o que poderia ter acontecido se percebo claramente o coeficiente que aqueles médicos a quem eu cortêsmente agradecera, me tinham atribuído. Mesmo depois de terem em sua posse os documentos dos especialistas declarando eu me achava "piorado".

Eu ia preparado para tudo o que a racionalidade e a lógica nos indicam, e pensando que ao facto de me encontrar pior, declarado por especialista que sobre a matéria tem maior conhecimento que os Excelentíssimos Médicos que compõem a Junta Médica de Diminuição de Incapacidade, ia preparado para uma subida, nem que fosse mínima.


O Princípio da Incerteza revelou-se aqui de modo claro, o que hoje é verdade pode não ser amanhã. E os títulos académicos e os doentes de nada valem, bastando para isso uma manifestação da razão da força das "autoridades", de uma força impune que faz o que lhe dá na real gana e lhe sobra em tempo e vagar.

Afinal meu entendimento atraiçoou-me e o que entendi, e aceitei tranquilo ser 0, 640, o que pressupunha uma aceitável subidinha no meu processo de evolução de incapacidade, na realidade trata-se de 0,604.


0,604

0,604


Dá para entender?

Tem alguma coisa de lógica?

Sabedoria?


Será que os doutos membros da EXCELENTÍSSIMA JUNTA MÉDICA têm a real noção do que me fizeram - excluindo as eventuais ilegalidades, erros, ou maldades que originaram a engenharia matemática para alcançar aquela valoração?

Eu sou doente, encontrava-me extremamente debilitado, cansado, sem ideais, sem rumo, sem gosto pela vida, sem uma acção ou uma ideia de futuro, indiferente à existência ou não de vida ou de futuro, deprimido, ansioso, cansado, sem dormir, com idealização de morte.


Quando me apercebi no documento desse nefasto 0,604 caí. Queria assimilar, entender, mas não entendia nada. A racionalidade abandonou-me, e deitei a toalha ao chão, sofri imenso, e disse para mim mesmo, desta vez não vai haver falhas, amanhã compro uma corda e me enforco. E fiquei sem qualquer animo, derrotado, vencido, sem poder compreender, ou aceitar o que poderia estar escondido por detrás de tão tenebroso acto.

Fui deitar, aprendi a quando estou à beira do abismo, quando não encontro saída, a me deitar na cama e aí a pouco e pouco recupero forças, pedindo perdão a Deus pelos meus actos, pelos meus pecados, pela minha imperfeição, e a pouco e pouco Ele como que vem `a minha beira e me dá uma força, me dá uma esperança. E eu volto à vida.


Dessa vez não resultou. Se Ele esteve de meu lado, e não tenho duvidar, a verdade é que não melhorei, senti-me o mais infeliz dos homens, interrogando-me porque toda minha vida tinha sido luta e sofrimento. Com uma quantidade enorme de injustiça.

Voltei ao meu anexo, é a minha casa, onde estou com a minha solidão, e sentei em frente do computador. Mas dessa vez nem o liguei. Fiquei muito tempo a olhar, sem ver. Latejavam-me as fontes, doía-me o corpo todo, chorava, queria desaparecer de qualquer jeito.


De repente veio-me à cabeça uma ideia. Que naquela situação não podia ser nem sensata nem equilibrada, falando comigo mesmo chegara à conclusão que se me matasse no dia seguinte, iria fazer a alegria de alguém, e me perdia sem alguma vantagem. E, eu tinha que tirar proveito do bem mais valioso que Deus me dera e estava disposto a perder, a vida.

Assim, rapidamente alterei o plano A para um plano B, mais sofisticado, mais explosivo em todos os sentidos, mas que se traduzia em morrer, não na solidão de uma casa da lenha, sem ninguém ver, sem nada suscitar, entendi assim que deveria deslocar-me à Unidade de Saúde Pública da cidade de Portalegre, na avenida do Brasil, e aí, relativamente distante mas à vista dos doentes presentes para serem submetidos a Junta Médica, deitaria sobre mim gasolina e chegaria um fósforo. Imaginei o pandemónio generalizado, e seria uma morte tanto de horrenda quanto de conhecida, e tornar-se-ia um caso de Polícia. De investigação. De Sindicância. Seria uma morte útil. Morreria por mim, que não queria viver de modo nenhum, e morreria alertando toda a gente para o que se passa naquele Serviço da Administração Pública. E, a Justiça que parece andar cega mas nem sempre dorme, facilmente se ia colocar a campo, e procurar descortinar...


Ainda bem que tenho Deus na alma, e graças a Ele já não faço parte daquela gente cinzenta que passa pelo mundo mas não chega a viver, eu vivi, eu lutei, eu perdi muitas batalhas e algumas guerras, mas pude obter algumas vitórias. E uma força interior , um grito do Ipiranga veio tocar cada ponto do meu corpo, anunciando, "não morras, LUTA".

Aqueles médicos provocaram-me gravíssimos danos, sofrimento atroz, reduziram a zero a minha já escassa auto estima, provocaram de novo uma intensa idealização de morte que apenas se não concretizou por não possuir os meios na altura, descontrolaram todo o meu sistema nervoso, deixei de dormir, e passei por variações de humor sempre delicadas e de resultados imprevisíveis. Esses danos, segundo a justiça, devem ser alvo de uma investigação e justamente deveriam ser reparados.

E, só pode ser Deus, tudo isto se passou na tarde do dia da famigerada Junta Médica. De repente o doente ergueu-se, deixou a hibernação, e declarou guerra a toda essa trama que ocorrendo comigo, ninguém pode garantir que não acontece mais vezes. É fácil espezinhar os pequenos, é cobarde, mas é fácil, derrubar os incapacitados e doentes, desorientar os fragilizados. Os tiranos e os cobardes agem assim.


0,604


Este número vai ficar na história suja da Unidade de Saúde Pública de Portalegre, será uma mancha em gente que pensei imune à perfídia, à intriga, e que tinha por gente de bem.

Como já escrevi em outro lugar, não luto por mim, isto é, não busco que seja alterada a minha valoração, esses Médicos nem os desejo ver mais pela vida fora, dão-me asco, revoltam-me o estômago. E podem provocar dentro de mim algum comportamento indesejável. Que Deus me acompanhe em momentos desse tipo de risco. Eu luto por todos aqueles que não souberam ou não puderam defender-se e são presas fáceis nas mãos de gente poderosa e sem escrúpulos e são ignorados, desprezados, prejudicados, por gente sem qualquer ideia de humanidade, prepotentes, necessitados de pudor e vergonha na cara.



Uma luta destas, perdoem-me os seguidores da paz, justifica e dignifica qualquer guerra. É uma cruzada contra o mal.

Tenho tudo a ganhar e nada a perder. E tenho uma bandeira que transporta símbolos de valores porque vale a pena dar a vida em sua defesa; a liberdade, a dignidade humana, a igualdade, a solidariedade, a justiça social e os direitos legalmente protegidos.


Que seja uma grande guerra... nós que vamos morrer te saudamos!



"O pensador é antes de
tudo dinamite, um
aterrorizante explosivo
que põe em perigo o
mundo inteiro"


Nietzsche