A coragem, o amor que existe em nós, o direito, a vontade de criar, permitem a ideia de construção de um mundo em liberdade e uma vida feliz numa terra sã e maravilhosa.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
segunda-feira, 26 de dezembro de 2022
A QUEDA INEXORÁVEL DA QUEBRADA EUROPA
A União Europeia precisava de ser efetivamente unificadora para que existisse um real espírito unificador nos cidadãos europeus. E não há. Não só existem diferenças demasiadamente fraturantes entre os cidadãos dos diversos países da Europa, como os cidadãos eleitores não se revêm nos Órgãos da União Europeia, do Conselho, à Comissão passando pelo Parlamento Europeu.
Os países do norte da Europa mostram sem qualquer tipo de tibiezas quão longe se colocam face aos do sul, que consideram países desgovernados, de gente pouco cuidada, que gosta pouco do trabalho e, deste modo, pouco produz para o interesse europeu.
Os países do sul ficam vermelhos de raiva quando os seus companheiros do norte lhes boicotam os desejos e os sacrificam, impondo-lhes sérias e profundas pressões e sofrimentos, sussurrando, que não poucas vezes os ricos do norte, em matéria de erros, que os cometem igual, conseguem habilmente fugir dos castigos que orgulhosamente impõem aos outros.
Quando os países do sul da Europa pareciam soçobrar perante a crise das dívidas soberanas, os frugais, melhor designados por "preciosos", foram algozes, foram destrutivos, e da santa aliança que souberam edificar com o BCE, o FMI e a Comissão Europeia, saiu a imposição sem qualquer piedade aos povos do sul de sacrifícios atrozes e desumanos. Que ainda hoje pagam, e que tantos custos e tão graves danos tiveram nos cidadãos, nas empresas e nos estados.
Rebenta a Guerra da Ucrânia, e a poderosíssima Alemanha, que em matéria energética cometeu das maiores asneiras que neste continente assistimos, não tendo sequer ouvido os sábios conselhos dos Estados Unidos, e hipotecando a sua liberdade às mãos de um único país, não democrático, muito duvidoso e cheio de ideias imperiais, esqueceu que a justiça que defendera para os países do sul, de pagarem as suas asneiras, não poderia ser sequer justiça, como não foi, aplicando essas penalizações apenas aos do sul, defendendo-se ela mesma, de pagar as que cometeu.
DEVERIA SER NATAL TODOS OS DIAS
sábado, 24 de dezembro de 2022
FELIZ NATAL
Merry Christmas
Joyeux noël
Frohe Weihnachten
Feliz navidad
Wesołych Świąt
Vrolijk kerstfeest
聖誕節快樂
Buon Natale
Há muitos natais, do mesmo modo que há muita gente que o vê de modo distinto e muitos que são obrigados a o celebrar em situações bem diversas. Há o Natal das crianças e dos adultos, e dos idosos. Há o Natal em tempo de abundância e aquele que não deixa de aparecer no meio da miséria e da tristeza. Há o Natal do amor e o da paz enquanto em alguns lugares da terra nesses mesmos momentos vive gente acossada, angustiada, temerosa no meio da violência e da guerra.
Só entendo Natal como um tempo de reflexão, de amor e de paz. Deixemos para as crianças essa contagiante alegria de tanta emoção no reencontro dos familiares, nos doces e bolos, nas prendas e nos folguedos.
Tenho cada vez mais dificuldade em aceitar o Natal como uma festa mundana, chiquérrima, com glamour, onde gente à maneira do tempo, aparece como se caminhassem em passerelles, mostrando êxitos e pujanças, belezas sempre efémeras e sorrisos desenhados. As redes sociais, as revistas, as televisões não deixam de propagandear esse merecido exclusivo de apenas alguns muito poucos. Frívolo, apequena o mundo, as gentes a morrer de fome, as pessoas que vivem entre o rebentamento de bombas, as crianças sem pais, os idosos esquecidos, tudo aprimorado no meio de músicas que nos elevam aos céus, das mais cândidas canções de natal.
SINGULARIDADES OU PERPLEXIDADES? (Reflexão depois de: Gente Vai Embora 🙏🏼)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
COUSAS EXTRAVAGANTES EXPOSTAS À BRISA MARÍTIMA
Lembrei em todos estes simpáticos e elegantes objetos esses tempos. Tenho de voltar a dar passeios com a minha companheira, e olhar, pensar, meditar e de vez em quando tirar uns retratos.
domingo, 18 de dezembro de 2022
DISFARCES LEGÍTIMOS UM POUCO PELAS RUAS JUNTO DOS CIDADÃOS
Há imagino, mesmo que pareça delírio, disfarces ilegítimos, perniciosos e muito perigosos. Quantos se têm disfarçado de gente séria e deveriam estar a descansar nas cadeias? Quantos se dizem representantes do povo em instituições ligadas ou do poder e apenas lhes move o seu próprio interesse? Quantos parecem sábios e estão à frente de organismos públicos sem qualquer prova de competência ou experiência? Quantos nos parecem tranquilos e simpáticos e depois em casa violentam os familiares usando a força e o desprezo? Anda tanto disfarce nas ruas, nas redes sociais, na política e no poder. Os disfarces deploravelmente parecem ter chegado à justiça também. Em quem podemos confiar? Se olhamos à nossa volta e percebemos a vulgarização da incompetência, da corrupção, da utilização da coisa pública para interesses menores. Portugal está à venda, a preço de saldo. Os estrangeiros endinheirados podem vir tranquilos e usufruir do melhor que temos a preços impregnados de apetecíveis descontos. Outros estrangeiros vêm para serem escravos ignorados, espalhados pelo território, sem quaisquer direitos e vivendo na maior miséria. E os portugueses vão para outros países. Aqui, só podem progredir e ter uma vida digna se usarem o disfarce e acorrerem à mão misericordiosa do partido ou do cacique regional. A pouco e pouco caminhamos inexoravelmente ao antigamente, quando sermos pobrezinhos até nem era mau, pois Deus protegia, e a dignidade era imensa. Pouco mais nos vai restando do que acreditar de novo em Deus, rezar muito e darmos graças. Disfarces...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
QUINTA DA CARDIGA
Ela há assim, lugares cheios de magia, nostalgia, declínio, rodeados de silêncios, esquecidos. Quando posso vou lá. Desde os amantes ali deixados, ignorados que ousam manter-se às intempéries, à velha ponte exposta aos odores nauseabundos de águas poluídas que ali preguiçam. Ao Solar com torre de castelo ali imponentemente mergulhado na indiferença. Sempre que posso vou lá. Nós também temos declínios. Esquecimentos e somos esquecidos. Envelhecemos e somos ignorados. Enfraquecemos e um dia seremos pó. Tudo é natural. Os silêncios, os esquecimentos, a solidão, a queda. Gosto de ver e sentir. Quinta da Cardiga, histórica, do tempo dos primeiros reis, dizem. Ali está quase moribunda. Ali...













