domingo, 29 de maio de 2016

ÉTICA OU CONTRA ÉTICA: EIS A QUESTÃO



FILOSOFIAS BARATAS?...

LIXO COM ISSO. 

QUEM QUER SABER DA

ÉTICA...


































O pior cego é o que não quer ver. Para chegar a um indivíduo desses não será certamente pela escrita. Palavras, frases, textos e mais textos, não passarão de tentativas fúteis, vãs, é como escrever no molhado. 

Pergunto-me muitas vezes o que estou a fazer aqui? Se não estou a perder tempo? Se posso admitir alguma eficiência em dia após dia, procurar, estudar, ler, investigar, para no fundo colocar aqui um palavreado imenso que se poderia resumir em uma dúzia de palavras.

Sejamos francos, embora uma pessoa que o seja debatendo-se com gente baixa está condenada a perder, pois a gentalha vai puxar-me para o campo que domina, da lixeira, e aí, na sua casa, ganha sem dificuldade.

E avisado tenho tentado evitar chegar a esse campo, chamar as coisas pelos nomes, e tornar as minhas lamentações, protestos e procura da justiça e da verdade, num amontoado de coisas tragadas na lama, no lodo, infestadas de mau cheiro.

Porque toda a gente já percebeu do que se trata aqui. Pelo menos os que se têm interessado pelo caso e me vão questionando, comentando, fazendo críticas. O estado a que chegou a democracia e a legalidade no país é tão lastimável que ainda não convenci ninguém que vou ganhar esta guerra. Não porque me não assista a razão, isso toda a gente sabe que tenho. E muita gente junta as suas queixas às minhas. Mas agora, penso que toda a gente entende, tenho que concertar as forças na minha guerra. Depois dela vamos ver as outras. Está prometido. Mas só depois, neste momento tenho dificuldades em sustentar minha luta quanto não seria de acréscimo em esforço ter várias frentes de escaramuças. 

Toda a gente já percebeu que existem dúvidas sérias no modo de funcionamento daquele serviço da Administração Pública. O meu processo é amostra disso. Depois levanta-se a velha questão que sempre se comenta na rua - e ainda bem que hoje as pessoas podem livremente trocar as suas ideias - da igualdade, que muitos consideram não existir, havendo discriminações, e outras coisas que todos conhecemos de nome. Enfim... E sobre a minha Junta Médica, ela é mais que duvidosa e não é erro, provavelmente é acto doloso, é violação de regras, princípios, pode estar inserida num elenco preciso de crimes contra a pessoa, no caso contra mim, com prejuízos conhecidos de saúde e económicos.

Para quê perder tempo a ver o que é a ética, em que conta ou deixa de contar, se tem aplicação ou não. Essa gente não quer saber de nada. Essa gente violou, - enquanto não ler  decisão fundamentada e em sentido contrário no Livro Amarelo onde apresentei queixa, - tudo, deontologias, éticas, regras, leis, moral, princípios. Essa gente assaltou-me, tratou-me como se fosse um garoto vestido de palhaço no carnaval, em horário de trabalho que todos pagamos dos nossos impostos.

Se a decisão do Livro Amarelo me convencer e determinar um comportamento dedicado, brioso e zeloso aos médicos que me fizeram a Junta Médica, o rigor na diminuição da valoração baseado em dados científicos ou médicos (independentes de preferência) e se comprovadamente me convencerem que eu é que errei e Sua Excelência a Presidente do Júri comprovadamente cumpriu com os seus deveres e o Serviço de que é responsável funcionou sem erros serei eu com o mesmo ímpeto que ataco aquele serviço e aqueles funcionários a fazer a sua defesa e a me retratar. Sou bruto quando ataco, mas se mostram que não tenho razão perco a energia e submeto-me, respondo pelo que fiz, e peço desculpa.

Coisas que há muito boa gente que nunca soube fazer, enfim, são coisas que já não têm a ver com dever, mas com educação.

Depois para quê falar em ética, quando os mesmos médicos continuam tranquilos avaliando pessoas, com os velhos métodos ou falta deles, e o serviço não foi alvo de nenhuma auditoria, nem tenho conhecimento, e deveria ter, se foi levantado algum inquérito.

Para mim, que vou colocar a ética por uns minutos na gaveta, estão todos feitos uns com os outros. E o tempo vai passando. E eu vou continuando a minha luta, calmamente, devagar que tenho pressa. E para que me estou a preocupar se a vitória cada dia se afigura mais certa. Um dia vai avaliar-se o movimento de todo este processo. Enviá-lo para o Gabinete de Utente dos Centros de Saúde é quase a mesma coisa que o terem enviado ao quiosque do Rossio. E onde andará ele agora? Adorava receber a decisão e ver quem assina. Quantos mais melhor. 

E nos próximos dias vou relatar aqui nova graça feita num dos Órgãos de Poder do país mais poderosos. Nunca pensei, nem esta gente que se meteu comigo, que isto fosse descambar desta maneira. Escolheram acredito o pior homem do distrito para se meterem. Pareço boxer com perna de canalha na boca, está ferrado, nunca mais larga. Já o disse só a prisão, aí é sítio para descansar não para enfrentar adversários à solta, é desigual. Ou morto. Até podem pagar a um malfeitor para me tirar a vida, não me rala, ou dar-me uma sova, isso já pode me irritar, mas concordo com tudo isso, quem vai à guerra dá e leva. E cada vez tenho menos medo dos que me morderam. E ainda nem levaram um coice. 

Mas agora deixemo-nos de lérias - retirei a ética - meditem, olhem as fotos, aprendam alguma coisa. Pelo menos sempre podem dizer que nada sabem. Sócrates também o disse e só lhe ficou bem. O que sabem vocês, afinal?



"O pensador é antes de
tudo dinamite, um
aterrorizante explosivo
que põe em perigo o
mundo inteiro "

      Nietzsche                                                               







EM BUSCA DO ACTO ILÍCITO PERDIDO ( l )


DOS ERROS E DOS CRIMES

CULPA OU DOLO



"O pensador é antes de
tudo dinamite, um
aterrorizante explosivo
que põe em perigo o
mundo inteiro "

Nietzsche                                                               


JUSTIÇA E LEI

IMPUNIDADES



















































De uma coisa eu estou seguro, se a maior parte dos portugueses tivesse o meu modo de estar teríamos um país diferente. Sempre me classifiquei como o melhor dos amigos e o pior dos inimigos. Por uma amigo dou a vida e é impensável fazer dano a um amigo seja porque motivo for. Respeito as leis e a ordem. Tenho em mim como uma lanterna a ideia de justiça. Tenho princípios, valores e ideais. Respeito o meu semelhante. Posso não estar de acordo mas aceito as diferenças e nunca julgo ser senhor do conhecimento universal. Tenho dúvidas e muitas vezes erro. Detesto gente vaidosa, intolerante, prepotente, arrogante, má, dissimulada, gente baixa, gente sem escrúpulos. Tento ver sem paixão, pensar sem estar condicionado, não aceitar balizas que impedem a igualdade como crenças, raças, credos, ideias políticas ou outras. Malfeitores e corruptos devem estar na mesma casa dos assassinos e dos ladrões, e dos que praticam a violência doméstica e o estupro. As minorias devem ser respeitadas mas devem conhecer a regras que o país segue e conformar-se progressivamente por elas. Sou contra a violência. Defendo a moral, a ética, a dignidade humana, a liberdade, a igualdade e uma sociedade solidária. 

Não tolero atropelos aos que menos podem, defendi muitos que foram alvo de cobardes ataques de gente forte, ajudei sempre que me pediram, e tentei ser justo. Não recordo que tenha alguma vez feito dano a alguém para disso tirar algum proveito. E, com todos esses atributos logicamente fiz alguns inimigos. Curiosamente adoro mencionar o nome daqueles que não gosto e com quem já travei batalhas ou fiz a guerra. Raramente não está por perto uma vítima. E eu fico satisfeito. Lutei contra o mal. Nem sempre ganhei, mas ganhei mais vezes do que perdi. Já me defendi nos Tribunais e nos Órgãos Superiores da Administração Pública ou de Autoridade. E mesmo o caso que perdi na Justiça, me dá honra, me dá orgulho, me faz olhar no espelho e me respeitar, foi uma luta de um cão contra um dragão. Logicamente cachorro saiu chamuscado, e bem, chamuscado e fraco, e sem forças. Mas do lado do dragão estava gente a nível, de ministro, directores gerais, magistrados, directores e pessoas de muito dinheiro e influência. Se eu pedisse desculpa por escrito me seria perdoada a pena. Mas se eu me curvasse ainda hoje teria mau cheiro e não podia me olhar num espelho. Preferi a pena. Um dia contarei essa história. De que me orgulho. E quem a ler perceberá quem poderia ter razão. E como funciona ou funcionou a justiça em Portugal. Mas só poderei fazê-lo quando estiver com os pés para a cova. Mesmo que queiram não poderão vingar-se.

E todo este chorilho de palavreado - os que lêem sabem que sou assim - fugi da essência deste pequeno e despretensioso trabalho e estudo. Os que me acompanham sabem que fui alvo de uma Junta Médica que julgo não ter sido mais que uma folclórica imagem de um acto que deveria ter sido ponderado cientificamente, avaliado com isenção, e com interesse pelo utente, e zelo pela tarefa a cumprir. Nada disso ocorreu. O que me foi dado a ver, e salvo melhor opinião foi a forma requintada como se faz mal a uma pessoa e se lhe provocam deliberadamente dois tipos de danos; na saúde, é um acto praticado por médicos e sabem como se encontra a minha saúde mental, e económica pois buscava através de uma justa avaliação dar um passo importante na minha vida e desse modo, poder buscar na solidão. a cura para a minha vida.

Andei a ler uns livros que tinha por aqui na estante, fui estudante de direito até ao quarto ano, e minha filha é advogada, não me faltam códigos, constituições, leis e mais leis. E li pareceres jurídicos e doutrina vária publicada e jurisprudência. Quem me atropela tem que pagar. Quem me prejudica tem que assumir. E quem me faz mal propositadamente tem que se haver com a Justiça. Mas, sendo um reformado, casado penas no papel, que vive só, e que tem cada vez mais dificuldades só posso enveredar por essas vias com um mínimo de consistência.

Já consultei uns amigos advogados e estive com dois magistrados que faz muitos anos tenho o prazer de ter de amigos e provando-se o DOLO a consequência imediata é a existência de crime, e havendo crime tenho toda a legitimidade para recorrer civil e criminalmente, e a ser ressarcido dos prejuízos que resultaram do acto ou das omissões praticadas deliberadamente, e com intenção de provocar dano, e ver, como seria justo os infractores terem de responder pelos seus actos.

Coloquei algumas fotos que creio revelam alguma coisa. Pelo menos livra o incauto de ter de ler a minha vida para perceber o óbvio. Que quem na execução do seu dever prejudicar com dolo outrem, terá de responder civil e criminalmente... e mais, no caso de funcionários do Estado ainda terão que dar contas em procedimento disciplinar e eventualmente ser alvo de penas.

E por falar em penas, sou o primeiro a lamentar as proporções que este caso, como eu prometi não vai deixar de ter. os dissabores e amargos de boca que ainda vai suscitar, e tudo por uma vingança de gente reles e baixa, e de inteligência pouco maior que uma moeda de 50 cêntimos, pois, dei por duas vezes a hipótese de se ultrapassar a situação e recusaram, mais grave, aproveitaram para aumentar o crime empastando-o em mentiras e enganando-se a eles e a Entidades Públicas que deveriam ser respeitadas.

Até um dia destes, quando nos encontrarmos nos Tribunais. Até lá, eu tenho tempo, fui reformado por invalidez, recordam, farei a minha estratégia. Sem pressas. Cada dia um passo. Leve um mês, um ano, tenho tempo, graças a Deus. Sigam vossa vida, pensem, meditem, e faz parte da arte da guerra estudem contra ataques. Dá mais vigor numa guerra. Lutem, tentem defender, mesmo que isso se afigure vã temeridade. Lutem, façam tentativas. Sejam gente. Não se escondam. Gosto de lutar contra gente grossa, grande, convencida, petulante. Venham que eu todos os dias os espero. Feliz. E um dia destes vou ao malfadado serviço onde tudo se passou, preciso tirar umas fotos para colocar aqui. Dos entes queridos, pois são autoridades públicas, - convêm ir ao cabeleireiro - e do edifício, interior, e exterior com a bandeira. Que sejam o orgulho da pátria. Beijinhos. E estudem as fotografias, não me percam tempo a ler . Adeus. Deus os ajude. Sempre.




LEI DA ATRACÇÃO - CIÊNCIA OU ESPECULAÇOES???


Caballero Oscuro



Existe, e muito se fala nela ultimamente a Lei da Atracção. Aceito com humildade que não tenho um conhecimento aprofundado em quaisquer ttipos de leis, e mesmo essa da atracção de que tanto se fala não sei onde se enquadra, se na física e a atracção será uma coisa semelhante às forças que determinam que o universo não perca a sua unidade e os astros e outros não andem à deriva, se à ciência humana, cuja especificidade não imagino, que faz com que certas pessoas, ou seres se aproximem sem que para tal haja a necessidade como nos corpos do cosmo de obrigatoriamente existir qualuer força responsável por essa atracção. Outros académicos mais vanguardistas defendem a existência de uma Lei da Atracção mas que está ligada a cada indivíduo, e esse fenómeno realiza-se através do pensamento, isto é, penso muito, desejo muito, a pessoa alcança. Tem a ver ne essência com a força do pensamento como meio de influenciar decididamente a vida das pessoas.

Com toda a honestidade, e tendo em conta que existe liberdade de expressão, o que permite a cada um a possibilidade de defender a sua teoria e atacar as dos demais, mesmo àqueles a quem está mais ou menos vedado o conhecimento científico, tenho para mim que das três hipóteses abordadas na introdução ao tema, a única que se afigura crível tendo em conta as exigências da Ciência, sendo mensurável, será a força de atracção existente nos corpos celestes e garante que tudo vá dando voltas sobre si e sobre outros de tal modo que existe um ordenamento móvel mas onde não existe hipótese de mudanças, alterações, tudo se submete ao equilibrio que o conjunto de todas as forças edifica.

Depois temos as duas hipóteses seguintes como especulações. Não podem passar disso. Cientificamente é impossível comprovar, não são mensuráveis, não têm nem apresentam uma metodologia com características que se mantenham no tempo e no espaço. São teorias sem sustentação, valem o que valem, e a comunidade científica não as reconhece.

Mas numa coisa têm os "especuladores" alguma razão, existem fenómenos que a compreensão humana ainda não decifra, mas que pode afirmar-se já conhece, cruzam-se ideias de aparências, acontecimentos para os quais não existe explicação, seres ou entes sobrenaturais ou de outros mundos, e desde sempre se falou no divino, que a Deus pertence, e como se sabe, são insondáveis os seus desígnios. E inexplicáveis alguns milagres que não se podem ocultar e para os quais a ciência não encontra respostas satisfatórias.

E eu creio que aquilo que se não pode defender com a segurança da Ciência, e que os "especuladores" afirmam tem afinal, mas no âmago do princípio da incerteza, qualquer inexplicável fenómeno que escapa ao entendimento humano e ao conhecimento científico-técnico. 

Não existem explicações, teorias, teses, leis, conhecimento, existe  sim um conjunto de fenómenos paranormais, de pressentimentos, que falta decifrar, qualificar, definir, estranhas manifestações, que fazem crer, ou acabam garantindo sem se saber como, que existem efectivamente atracções que tocam, e podem não tocar, na vida das pessoas, a nível físico e a nível mental como a nível de concretização de desejos e resultados do querer pensado, mas nada tem regra, acontece aqui, e não ali, com aquele e não com este, verificou a alteração mas não se percebeu como a mudança foi realizada. São enigmas.

Para alguns foi fácil ao homem encontrar resposta, é o caso do milagre divino, acontece, foi verificado por crentes e não crentes, mas nenhum deles sabe explicar como se realizou a transformação. Aqui joga o factor de fé, quye se tem ou não tem. Se aceita ou não.

Entre seres humanos também se fala em empatia, e dividem-se as opiniões quando se trata de justificar porque A se deu com B e repeliu G. O que provoca a  atracção? Causas físicas? Morais? Intelectuais? Gostos idênticos? Poderá colocar-se aqui a versão de alguns especuladores que o pensamento pode levar a realizarmos o que desejamos e queremos muito? 

Sabe-se, e o cristianismo como pilar da cultura ocidental ajuda a alicerçar a ideia que um anjo tem por missão proteger do mal e acompanhar aquele que segue Cristo. E no desenvolvimento desse saber milenar, nos códigos escondidos em bibliotecas inimagináveis, também se sabe que o mal, aquele que se afasta, que peca, que rejeita Deus, que faz dano ao seu semelhante, ou usa de baixeza para obter fins muitas vezes mais que duvidosos atraem e são acompanhados pelo anjo obscuro, que o acompanha não para o defender, mas para ljhe tomar a alma, e assim o condenar a uma eternidade de sofrimento e desventura.

Tudo ponderado mantenho a fé na ciência, apesar de saber como ela hoje está em constante mutação ou processo evolutivo, e por uma questão de fé, sempre que sinto Deus comigo me sinto mais forte e mais feliz. E posso afirmar sem medo de cometer equívoco, as vezes que na vida me desviei do caminho do bem, sou humano, logo erro, a chama que arde no interior deixa de aquecer e a luz perde o brilho. Pode ser coisa de pensador, aqui me sinto em casa, mas sabendo que é inexplicável tenho a certeza do que sente a alma. E, com tanto de verdade como de simplicidade, o corpo é pó, desaparece, e a alma é a vida.

Que Deus me afaste dessas bestas de negro. E que as pessoas tenham cuidado com seus procedimentos em relação às leis da moral e em relação ao seu semelhante. O cavaleiro oscuro está nelas, nas que não cumprem, que maltratam, que humilham, que pisam, que escorraçam o seu semelhante. E ele só quer a alma, não precisa do corpo, esse já o tem faz muito.






sábado, 28 de maio de 2016


PARADIGMAS E LÓGICA

DA CIÊNCIA INTERPRETATIVA



Alguns filósofos chegaram tão longe na crítica que fazem aos que escrevem, que um "bonus pater familia", se prudente, deveria reflectir cuidadosamente antes de pegar na caneta e rabiscar uma folha de papel. Por exemplo um desses amigos do saber ou da ciência foi tão longe que escreveu"ensinai-os a escrever e logo darão cabo da escrita".

É grave. E não me refiro à famosa gravidade de Newton, mas àquela em que pode incorrer quem escreva sem ter conhecimentos profundos de técnicas, artes e ciências, regras e princípios, domínio da gramática, e mais um não sei quanto manancial de imposições que forçam com ímpeto de sabedoria o escritor a chegar à sua missão: escrever com rigor.

Eu, simples homem, não sou pastor, mas não possuo títulos académicos nem frequentei formação literária nem artes no papel, fiquei amedrontado. Afinal isto de escrever, não é coisa para um individuo chanfrado se intitular de pensador e aí vai, letras e palavras a tumulto, e todo esse brutal acervo origina um trabalho, um texto, algo que se escreveu e que se pretende seja, quanto mais não for, mais alguma coisa que se escreve.

Depois, como em Portugal qualquer pessoa escreve um livro, pensei que não ia pecar por utilizar este meio para expressar minhas ideias e pensamentos fossem elas ou eles, irreverentes, protestantes, críticos, revolucionários, anarquistas, conservadores ou liberais. Parecia-me que existia liberdade de expressão, haveria liberdade para escrever. Mas percebo agora, depois de aprofundados estudos de lógica - confesso, mas guardem segredo, não percebi quase nada do assunto, é coisa de loucos - que uma afirmação para ser verdadeira tem que ter uns não sei quantos de V`s. E existem definições,. Fiquei muito desiludido. E percebi de imediato porque as minhas reclamações sobre a Junta Médica que me foi feita assim tipo à martelada não podia ter qualquer tipo de sucesso, É que mesmo dizendo verdades, que um grupo de médicos me reduziu a menos de cachorro e troçaram à minha custa, e me provocaram danos na saúde e na carteira, tudo deliberadamente, com a ideia de me castigar - como se tivesse cometido delito - tudo premeditado, discriminatório, tudo soando a falsete, não tem substrato intelectual, e nessa medida, descartam interpretar coisas mal executadas. Apenas os espíritos puros, que sempre tentam ajudar o seu semelhante tiveram o trabalho de tentar me perceber e intentaram actos em meu auxílio. Os demais, demasiado rigorosos, nem se devem ter dado ao trabalho de leitura de um pseudo texto.












Deste modo, para que um texto relate com algum valor uma ocorrência ou alguma ideia, logo se exige preceitos que colaborando ou discordando, vão configurar um resultado que pode ou não ser verdade. Chamam, creio, a esses preceitos de premissas, e peneiradas, por assim dizendo, com a metodologia da lógica, vão originar uma verdade ou uma falsa ideia ou acto.

Admito que tem muito interesse. Nunca tinha ouvido falar nessas coisas nem imaginava ser possível tanta coisa para se dizer sem papas na língua uma verdade. Sustentava que para dizer uma verdade e ela ser socialmente aceite apenas se valorava o acto em apreço, e o enunciador, que pode ou não ser pessoa séria e honesta. Dantes o poder da palavra dada era lei. E a honra era algo que enobrecia o carácter.

Entendo agora que com tantas esquisitices nem a palavra, nem a pessoa, nem a honra valem grande coisa. A sofisticação agora é absoluta. Não é preciso ter cuidado com o que se faz, isso é um "fait divers", o que importa verdadeiramente é o que se diz.

Como ainda sou um homem à antiga, e valorizo a palavra e a honra, logo que comecei a ter suspeitas que isto de reclamações com gente grada era coisa de risco, socorri-me, pedindo uma acareação. Isto é, segundo procedimentos que o direito estabelece são confrontadas as pessoas com "verdades" divergentes e através dessa mesma técnica se chega à verdade, que não é de um ou outro, mas simplesmente a verdade do ocorrido, dos factos.

Gostava de ser acareado frente à Excelentíssima Senhora Doutora Presidente do Júri de Avaliação das Juntas Médicas de Incapacidade do distrito de Portalegre. A verdade é como o azeite. E todo o mundo ficaria a saber a arte da simulação dessa autoridade, e como é obrigada a mentir para justificar o que não tem justificação, porque, apenas não aconteceu.










Por exemplo, tendo em conta toda a metodologia que me fez perder horas de estudo, e se compreendi bem, eu tenho de enunciar um determinado rol de premissas que, sendo certas, acabam determinando a verdade. Se não houver uma harmonia, uma coerência sucessiva, uma premissa pode colocar em causa  um  princípio lógico e ameaçar o resultado final.

Quais são as minhas premissas no caso em que eu reclamo de uma autoridade de saúde:

1. Sou avaliado numa Junta Médica tendo obtido uma descida de valoração justamente onde tinha feito entrega de documentos a declarar ter piorado de saúde. Este premissa, é verdadeira, uma declaração médica, do especializa mais importante (palavras de Presidente do Júri) tem colocada na declaração a palavra de "piorado". Tem, deste modo um V.

2. Reclamo da situação, inconformado, julgando tratar-se de erro grosseiro. logo sanável e a Senhora Presidente do Júri nem se dignou responder. O que transforma o acto numa realidade e nunca num erro. Tem de novo um V.

3. Em face da falta de resposta, desloco-me à Unidade de Saúde Pública de Portalegre e falo directamente com a Senhora Presidente que me informa, que o Júri entendeu que eu tinha melhorado dada a imprecisão da declaração do tal especialista que ela considerou o mais valorizado. E tudo se alteraria com nova Declaração mais minuciosa do meu estado de saúde. De imediato fui ao meu médico e trouxe duas declarações, dos dois especialistas a confirmar encontrar-me pior. A Senhora Presidente do Júri recebe as ditas Declarações das minhas mãos e nada mais me diz. Volta costas e entrou no Gabinete onde iriam decorrer Juntas Médicas. Fui informado que o meu assunto não seria resolvido naquele dia. que não tivesse problemas quando chegasse a ocasião me contactariam. Não contactaram e passaram meses. Afinal o resultado da Avaliação não se fundamentava na Declaração estar ou não estar imprecisa. Ultrapassada a falta, e entregue os novos documentos fiquei meses esperando. E reclamei de novo, inconformado, e não obtive resposta de novo. Afinal, não está em causa apenas a Junta Médica, isso foi uma coisa para inglês ver, o que a Senhora Presidente do Júri não queria era resolver a minha situação. Não me respondia depois de ter feito o que solicitou. Mau gosto. Premeditado. Originando conhecidos danos. Inconstestável, tem um novo V.

4. Em face da recusa em responder a uma carta de um utente, voltei à Unidade de Saúde Pública. Esperei pela chegada da Senhora Presidente, que chegou ao pé de mim e de imediato me diz; "hoje não posso fazer nada". Eu protestei que estava cansado de esperar e exigi me dissesse quando seria resolvida a minha situação. Sua Excelência, zelosa, respondeu-me, não sei, espere. Irritei-me e como ela me voltou as costas disse em voz alta, vou reclamar, e obtive uma resposta sem que Sua Excelência se dignasse voltar-se; "Reclame". Eu ainda gritei que era uma vergonha o que me estavam a fazer... mas calei-me pois sua Excelência tinha-se eclipsado e falava para as moscas. Não só me é dito que não me resolvem o problema como me dizem que não sabem quando e que espere. Existe má fé. Tudo isto assume contornos de um crime premeditado com o objectivo de prejudicar o utente, doente e incapacitado. Parece-me que não há dúvidas em colocar um novo V.

5. No dia seguinte reclamo no Livro Amarelo. E começo a enviar cartas com fotocópias do processo em anexo às Entidades que me lembrei. O meu processo logicamente, como fora propósito ficou bloqueado. Os documentos que tive de arranjar ultrapassaram os prazos (6 meses) e nada se resolveu. Não houve humanidade, não houve zelo, não houve informação, o acesso a todos os documentos do processo foram arrancados a ferros. O Livro Amarelo entretanto acaba por mudar de cor, dado ir escaldando as mãos por onde passa. O tempo médio de decisão das questões levantadas no respectivo Livro são de 3 meses, já não faltará muito para se chegar aos 5 meses. Não houve vontade de cumprir com as obrigações, a Presidente do Júri e a sua equipa violaram uma quantidade apreciável de princípios que devem nortear a Administração Pública, fizeram tábua rasa das leis, esqueceram a CRP e castigaram propositadamente o cidadão incapacitado que recorreu ao Serviço e deveria ser tratado como os demais utentes. Há má fé, há dolo, há crime, há motivo para procedimento disciplinar, para inquérito, para uma auditoria àquele serviço. Tudo isto se encaixa perfeitamente num novo V.

6. Por duas vezes escrevi à Exma. Senhora Presidente do Júri de Juntas Médicas propondo um encontro para resolver a situação. Como de costume Sua Excelência não deu qualquer resposta. Mas, inacreditavelmente, quando faço a proposta pela segunda vez, já cansado, doente, esgotado, e percebendo que os prazos dos documentos que a Senhora Presidente me tinha pedido estavam a chegar ao seu limite, eis que a Douta Presidente me responde, notável, excepcionalmente, e para dizer REITERO que para fazer reavaliação de incapacidade tem de fazer entrega de novos documentos (os que lhe dei fizeram de conta) e requerer uma nova Junta Médica. A carta vinha armadilhada, Sua Excelência apertada provavelmente por entidades a quem me queixei e que a questionaram, vai procurar ter em mãos uma prova do seu zelo (despropositado e extemporâneo) solicitando novos documentos o que é uma afronta, é gozar com o doente, fazer dele palhaço, brincar com a sua carteira, e acrescenta, assim como que parece passar despercebido, que me informou de que tinha que requerer uma nova Junta Médica. Onde? Quando? Como comprova? Diz que telefonou? Diz que disse? Cabe a ela comprovar uma história esfarrapada em que ninguém em pleno gozo de seus sentidos pode acreditar. E a acrecentar a tudo que antes concluímos, acrescenta-se que Sua Excelência, além de ser Responsável por uma Junta Médica fraudulenta, é responsável pelo tratamento desumano e discriminatório efectuado ao doente, lesa-o, provoca-lhe danos económicos e de saúde, e socorre-se com mentiras, levando ou induzindo em erro, entidades que deviam merecer respeito. Este ponto tem um V bem grande.

CONCLUSÃO: 6 V... e dúvidas nas premissas que Sua Excelência vem por fim agarrar-se em busca da salvação no crime perdido. 6 V sem nenhum F é sinónimo, de acordo com a LÓGICA, que encontrámos a VERDADE.

É verdade, a Senhora Presidente das Juntas Médicas de Incapacidade do distrito de Portalegre, e Delegada Distrital de Saúde, vai ter que responder por tudo isto. Ela e a sua equipa. Eu, Pedro Manuel Ruivo Alcobia da Cruz, não pretendo nada para mim, mas não desistirei até serem apurados os factos, analisadas as conclusões, verificadas as sanções sendo caso disso, e nos termos da Lei Maior, se a Administração Pública através dos seus funcionários ou agentes provocarem danos por seus actos ou omissões devem indemnizar os sujeitos vítimas desses mesmos actos.

FIM -  Eu, no que me diz respeito não quero mais nada com aquela gente, de preferência nem vê-los, pois teria de dizer-lhes algumas coisas e não sei se não iria ter problemas (em PORTUGAL PODE-SE ROUBAR, MAS NÃO SE PODE CHAMAR LADRÃO), para mim é gente sem qualquer autoridade moral para tratar com pessoas, são gente capaz de tudo, são maldosos, mal educados, não têm categoria nenhuma. E se acaso este país se aproximasse dos países modernos e dos estados de direito esta gente ia para a reforma, indemnizavam-me nos termos da lei, e eu daria esse dinheiro a uma instituição de solidariedade. Espero que alguém seja capaz de tomar o controle da impunidade desta gente, e chame quem os está a proteger. E procure quem causou tudo isto. E procure saber porquê. Há muito neste caso, e se este existe, meu Deus, quantos mais não estarão ocultos. Daí a necessidade da tal auditoria, da tal Caixa de Pandora. Haja Direito, Justiça, a bem dos incapacitados, dos cidadãos e do país.