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segunda-feira, 5 de junho de 2023

CRIANÇAS MORREM TODOS OS DIAS À FOME



 

Foi notícia este fim de semana:

  • No Sudão morreram 6o crianças num orfanato por falta de comida
A inteligência humana e os homens sábios conseguem explicar como o mundo aceita que na terra, em pleno séc. XXI, haja seres humanos a morrer à fome?
Num mundo onde se gastam quantias verdadeiramente faraónicas e obscenas em guerras como se pode explicar a falta de alimentos a milhões de pessoas?
Talvez um dia se formos governados pela inteligência artificial, - pelos homens já percebemos que têm milhares de anos de incapacidade para solucionar os maiores problemas do mundo, - talvez sejamos capazes de assistir a profundos melhoramentos no modo como se governa o mundo e se cuida da terra e dos homens.
Bastaria que a tecnologia e a ciência fossem colocadas ao serviço da mãe Gaia, e na qualidade de vida dos seres humanos.
O problema é o homem, ele é quem gera os problemas, ele é quem, por interesses e vaidades, por poderes e ganâncias, coloca o conhecimento e os equipamentos nas mãos de gente sem escrúpulos, para servir meia dúzia de países e um punhado de saqueadores do mundo.
Só uma reforma geral, de alto a baixo, coordenada, pensada de um modo central e executada em todos os pontos da terra, acabando com distinções entre países e regiões (que a ter existência teria por justificação a manutenção de testemunhos históricos, culturais e artísticos) poderia garantir que todos os homens, em todos os lugares da terra teriam acesso a uma qualidade de vida idêntica. E nessa coordenação, até se atingir os resultados pretendidos se daria uma deslocação de quadros e de gente de todos os quadrantes. Os continentes passariam a ser espaços de todos os que neles quisessem viver, sendo necessário manter permanentemente, uma solidariedade em todos os sentidos.
Parece uma utopia, pode parecer uma poesia sem qualquer contexto prático e, portanto, de nenhum efeito, mas sem mudanças deste tipo como conseguirá o homem salvar um planeta completamente moribundo?










quinta-feira, 21 de junho de 2018

OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA CAMINHAM PARA O SEU FIM? OU PARA O FIM DO MUNDO?










Durante demasiado tempo o mundo viveu debaixo da tensão de viver sob um mundo aterrorizado entre duas potências dominantes, que a todo o tempo podiam destruir-se, destruir o mundo e a vida na terra, e um grupo pouco expressivo em representação e poder de países não alinhados.

Também a realidade geo estratégica veio a ter importantes alterações. O mundo sempre muda e nenhum Império conhecido resistiu à sua queda. Hoje, a guerra fria, que acabava por ser um equilibrio que obrigava a constantes golpes de diplomacia e contenção, que impedia ameaçando um caos absurdo, transformou-se numa anarquia de poderes, "à la carte". Hoje temos os Estados Unidos da América do Norte proclamando como se estivesse vendendo sabonetes que tem o maior poder sobre a terra, e temos um número cada vez maior de forças em ebulição, espalhadas um pouco por todo o lado; Rússia, China, Mundo Árabe, Índia, Paquistão, e mais um punhado de países perigosos demasiado para serem ignorados. 

O que faz os Estados Unidos? 

Parece atacar em todas as direções. 

Provoca o mundo árabe e é responsável directo por centenas de mortes entre os judeus, ao transferir unilateralmente a sua embaixada de Telavive para Jerusalém. 

Constrói o muro mais vergonhoso depois do muro de Berlim, impondo uma lei aberrante que está a cair e cairá em todo o mundo, de que partes da terra são de uns, outras de outros, umas para ricos e outras para pobres. Uma para esbanjadores e outras para gente que morre de fome.

Não se recordam as nações do célebre Tratado de Tordesilhas que divia a terra ao meio, celebrado entre espanhóis e portugueses, e com a proteção papal, determinava que as terras descobertas, o livre marear, eram exclusividade desses dos países.

Um dia percebeu-se que Deus tinha criado o mundo para todos os homens, e os mares, os oceanos, não podiam ser de dois mas necessariamente de todos. Inevitavelmente ou a terra acaba, ou ela será de todos, para todos e por todos cuidada.

Mas os Estados Unidos da América vão mais longe. Provocam e ameaçam a paz e a estabilidade em algumas partes do globo, e ainda, permitem-se atacar, as políticas se sobrevivência mundial, os seus aliados naturais, a globalização criando novas tarifas para amigos e inimigos, o ambiente da terra, os direitos humanos, ou seja, abandona a política para as pessoas, para o mundo e para a terra, a sai fora de todos os grandes problemas que mais fustigam a humanidade.

Ao fechar-se sobre si mesma, vai enganar-se num el dorado que vai perder o brilho, numa grandeza que vai tornar-se pequenez e numa perda de influência que a vai relegar para um lugar desprestigiante na nova muldura mundial.

Percebe-se também que o mundo não pode mais ser governado por políticos. Não podem as governações da terra ter por base grupos organizados de inúteis, mascarados em caducas e ineficazes ideologias, em partidos que não promovem conhecimento, debete, respostas aos problemas, mas resolvem interesses de grupos, coorporações, e alimentam corrupções e democracias que não representam objectivamente ninguém, e são coxas. 

Partidos e políticos não fazem qualquer sentido quando apenas esgrimem argumentos e falácias para obter poder E o mundo não precisa nem de mentiras, nem de incompetentes, nem de poder. A terra e os homens precisam de ter nos seus comandos, que se necessitam e perspectivam cada vez mais de cariz global, não gente que fala, que promete, mas pessoas que saibam resolver problemas, que conheçam a ciência, a técnica, o trabalho em grupo, a pesquisa, e a busca de soluções reais para problemas que têm milénios e os políticos nunca souberam resolver, ou nunca quiseram fazê-lo.

Provavelmente os Estados Unidos da América com o seu peculiar presidente vão dar o pontapé de saída num conjunto imenso de alterações que o mundo terá de adoptar para garantir a vida. Os Estados Unidos da América estão fora do humanismo global, de uma boa convivência, voltaram-se para si, e desafiam o desconhecido. Roma e a Grécia caíram. E o mundo evoluíu. O mundo continuará a caminhar com ou sem os Estados Unidos da América.

Começou a queda de uma grande potência. E, pelo que se tem visto, nem entre os seus aliados naturais vai deixar grandes saudades.