terça-feira, 3 de outubro de 2017

SEREI LOUCO? DETESTO MOSCAS EMPROADAS E ADORO ESTRELAS







Andava esmorecido - não me bastava os médicos da saúde pública que me fizeram uma junta médica em que pareciam palhaços no circo se divertindo à custa do freguês - ainda por cima tinha perdido a minha estrelinha. Foi-se sem dizer adeus, sem um piscar de luzes, sem aqueles rodopios que tanto gosta de dar para me impressionar e eu fiquei só.

É verdade que já estou habituado à solidão. É verdade que as pessoas absolutamente normais me dão náuseas com um cinzentismo tão descolorido que estar junto 5 minutos me parece meio século. Ora acabei de expor sem desejar uma explicação simples para a teoria da realtividade de Einstein. É que estar 5 horas junto de uma pessoa maravilhosa - logo, não normal, não cinzenta, não vazia - parece-me que pouco mais de um punhado de minutos passaram.

Mas voltando à realidade e deixando de lado a ficção, já me vou acostumando a gostar de estar só. O meu destino parece não ser de modo nenhum tornar-me um enxota moscas, e o mundo está cada vez mais cheio de sujeira e as moscas são mais que muitas. As moscas banais até não incomodam muito, mas as pomposas, azuis, gordinhas, reluzentes, emproadas, importantes, irritam-me a pele. Não suporto esta epidemia.

E gostando de estar só, aproximo-me categoricamente da liberdade, ou do seu conceito. Até para ter companhia - o que é sempre gostosa e linda ideia - será por escolha e por querer, e não por necessidade. Quando necessitamos de alguma coisa é certo e sabido que os deuses olímpicos nos armam ratoeiras e nunca acertamos em nada.

Bem, mas estou feliz, a minha estrelinha regressou. Percebeu uma lágrima no canto do olho e veio meiguinha me dizer. "Migão, hoje e amanhã, até te cansares de mim quero ficar sempre à tua beira. E põe-me naquele frasquinho só meu, onde te posso ver dormir e sentir sonhar olhando da tua cabeceira.".

E aconteceu, amorosamente a "aprisionei" na lanterna mais bela e mais viva que alguma vez pude ter. E fiquei a olhar. Ainda muitos me julgam louco porque há anos sustento que tenho uma estrelinha de amiga.

Mas adoro ser louco. Quando encontro um sujeiro normal, não entendo nada do mundo, vejo tudo triste, até o sorriso. Eu, que ando aloucado e feliz, digo como o filósofo, só acredito num Deus que saiba dançar.

Um Deus bem comportadinho, janotinha, arranjado, de pose certinha, formal, nunca criaria um mundo maravilhoso como nós temos nem poderia conceber tantos milhares de pessoas que com as suas irreverências e criatividade, teimosias e sonhos, ousaram fazer o que de mais belo já construímos.

Olho a minha estrela e sinto que tenho a felicidade batendo à minha porta. Sou um eleito, diferente, mas eleito. E não posso transgredir, atraiçoar uma amizade assim, com uma estrela, e vou continuar a lutar, seja ou não louco, seja perseguido ou não, seja odiado.

Mataram Cristo, e o matariam hoje de novo, e amanhã.

Os normais tendem a destruir tudo o que não entendem. Sentem-se ameaçados. São curtos de vista. Muitos defendem-se exatamente como bestas perante um ciclone. Perdem-se. Adoro a minha estrela. E ela adora-me. Como não ser feliz assim?

OS MÉDICOS QUE NÃO DEVIAM SER MÉDICOS


E QUE NÃO TÊM QUALQUER SENTIDO DE ÉTICA

PARA JULGAR SOBRE A VIDA E DIREITOS

DE PESSOAS FRACAS, DOENTES E INCAPACITADOS


DEVERIAM REFLECTIR:

A VIOLÊNCIA QUE USAM

O ABUSO DAS SUAS FORÇAS

NÃO É DE GENTE DE BEM

É UMA ARROGÂNCIA IMORAL,

É USURPAÇÃO DO DIREITO.



NA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE PORTALEGRE


A PRESIDENTE DAS JUNTAS MÉDICAS

E DELEGADA DISTRITAL DE SAÚDE


ABANDONOU A RAZÃO


E ATACOU UM DOENTE QUE ACREDITOU


QUE UM SERVIÇO PÚBLICO 


SERVE OBRIGATORIAMENTE


O BEM COMUM E A LEI...




QUANDO AS JUNTAS MÉDICAS FAZEM DE UM DOENTE UM PALHAÇO...


...ESTAMOS NUM CIRCO!

TUDO SE DIVERTE À CONTA DA DESGRAÇA ALHEIA

O MUNDO ESTÁ BOM É PARA OS PALHAÇOS


FAZEM RIR, FAZEM DE CONTA

E ENQUANTO SE DIVERTEM

O POVO E OS DOENTES QUE SE LIXEM







segunda-feira, 2 de outubro de 2017

MAIS UM MÊS PASSOU SEM VERDADES, SEM JUSTIÇA... OS DEUSES TÊM SEDE


 SETEMBRO FOI MAIS UM MÊS 


 A ACRESCENTAR A TANTOS

 DE DANOS, DE ULTRAJE, DE VIOLÊNCIA


 JUNTA-SE LENHA PARA A FOGUEIRA


 MAIS TEMPO TENTANDO DESTROÇAR


 CANSAR A VÍTIMA ATÉ À EXAUSTÃO

 QUE MORRA, CAIA, DESISTA,

 MAS AO INVÉS TUDO VAI ARDENDO


 EM LUME ENGANOSAMENTE BRANDO

 QUE SERÁ O FERVILHAR DE UM VULCÃO




 E VAI EXPLODIR INEVITAVELMENTE...


NO TEMPO E MODO CERTO

ENTÃO SE FARÁ UM CLARÃO DE LUZ 


A RAZÃO, A VERDADE, A CULPA

AS PENAS E AS CONSEQUÊNCIAS

MOSTRARÃO O QUE ACONTECEU

E COMO O PODER PODE SER CANALHA 



OUTUBRO É UM NOVO ATAQUE


NÃO HÁ PRESSA DE GANHAR



ESTAMOS EM OUTUBRO


TUDO CONTINUARÁ A MUDAR, 


ATÉ QUE A ORIGEM DA TRAGÉDIA


SE CONSUMA COMO TIVER QUE SER.




OUTUBRO É NÃO DESISTIR NUNCA...

OUTUBRO VAI SER OUTRO GRANDE MÊS












NÃO HÁ BEM QUE SEMPRE DURE E MAL QUE NÃO ACABE




























 Passos Coelho 

 Miguel Relvas 

 Matos Rosa 



Quanto tempo vão andar por aí?

Muita sabedoria tem o povo. A democracia tem destas coisas. Parece que os portugueses parecem por fim perceber que tem poder e nas eleições pode alterar o status quo e calar vaidades e prepotências. O PSD é indiscutivelmente o partido político mais português. E ainda transporta em si resquícios de espíritos influenciados por 48 anos de obscurantismo político em que alguns tinham privilégios injustificados, lembrando feudalismos anquilosados nas mãos de meia dúzia de inconformados com as igualdades, famílias nobres, gente poderosa e tirana, incompetentes protegidos, e empresários saudosos de salários e condições de trabalho miseráveis e lavradores que ainda sonham com o trabalho de sol a sol e uma chão de nada no que se refere a direitos dos que trabalham.

É pena  É um partido que tem muita gente, que tem bons quadros, que tem ideias, mas depois mantêm-se preponderante exatamente nos meios rurais, menos cultos e desenvolvidos. Aí o caciquismo tradicional ainda é uma realidade. A arrogância e prepotência de muitas ainda não encontra vozes com força para um protesto.

Passos Coelho - retirando algum mérito no equilíbrio das contas públicas - foi um atentado aos portugueses. Conquistou o poder com mentiras como nunca se vira no nosso espectro político. E, sentado na cadeira do poder transformou-se num mandarete da senhora Merkell, e para lhe agradar ia rebentando com grande parte do povo português, que ainda hoje paga amargamente o que perdeu.

Passos Coelho levou tudo o que a classe média baixa e média detinham, desde logo o amor próprio, depois foi atacar em toda a linha, apoderando-se de salários, diminuiu direitos sociais e do trabalho, dias de férias, feriados, e aumentando tudo o que podia penalisar os indefesos cidadãos, aumentou impostos, horários de trabalho, e condenou muitas famílias a perdas de rendimento tão expressivas e abruptas que deu origem à falência de muitas pequenas empresas e levou à insolvência com perda de casas e outros bem muitas famílias.

Mais tarde percebeu-se que a insensibilidade de Passos foi tão grande que exigiu mais aos portugueses do que as próprias instituições internacionais exigiam. E foi provocante; chamou piegas aos portugueses, disse que se lixassem as eleições, ousou atacar o acto que marcou o começo do declínio de Cavaco Silva, a terça-feira de Carnaval. Isto é, foi desumano, provocxador, acintoso.

Depois se percebeu que afinal tomou o gosto do poder e não mostrou indiferença pelos resultados do plebiscito nas legislativas seguintes.

Eu já venho escrevendo faz muitos meses que cada dia que Passos Coelho continua na chefia do PSD com o seu staf medíocre - Relvas, Matos Rosa, etc... - é a alegria nas hostes adversárias. Ninguém precisa se esforçar para ganahr nada, Passos se encarrega de perder. Basta estar na liderança do PSD. Desta vez, perdendo de modo humilhante as autárquicas, não se demite, o poder é uma ilusão e desapegar da realidade não é para todos, mas adia, pretende ganhar tempo. Creio que o Governo esfrega as mãos, com uma oposição assim a maioria absoluta parece garantida.

Por outro lado, o CDS se conseguir libertar-se do colete de forças em que se encontra desde que nasceu - partido de uma elite intelectual e dos grandes agricultores - quando descobrir como tocar todos os cidadãos e libertar-se do seu espartilho, pode aproveitar o declínio assustador do PSD.

O CDS pode estar ainda preso a realidades que não são do nosso tempo, mas ultrapassa em larga medida o PSD no trato social e na convivência. É um partido com mais sabedoria, com mais tolerância, com gente que deseja um mundo mais justo, e sobretudo, não revela os incomodativos e perigosos tiques de arrogância, prepotência, esquecvimento da moral, da ética, dos valores que o PSD sempre não consegue disfarçar quando tem poder.

Uma direita com princípios da democracia cristã - nunca liberal - com valores morais que Cristo ensinou, solidariedade, igualdade, respeito pelos direitos de todos, o homem como centro do mundo e não peça de uma engrenagem que serve competrividades, estabilidades, desenvolvimento e outras falácias, colocarão este partido na senda do crescimento que merece efectivamente ter no espectro partidário português.

O QUE HÁ EM NÓS PODE LEVAR-NOS PARA ALÉM DO ENTENDIMENTO...

























Dentro de nós pode existir muito mais do que está para além do que somos. A sabedoria começa na dúvida. Cada dia que passa aprendemos coisas novas e deparamos com enigmas, novas questões, novas ideias, entramos em caminhos que nem sequer sabíamos existirem, nem onde nos podem levar.

A fonte da felicidade está em cada um de nós. Daí a necessidade de nos conhecermos, de aprendermos mais sobre o que somos e a nossa missão.

A vida exige de nós muito mais que a simples existência. Um dia, podemos mesmo libertar-nos de amarras a coisas e seres, a regras e exigências, que nos paralisavam a visão do mundo e da vida, que nos obstaculizavam o encontro com o amor e a felicidade, e nos impediam de voar e perceber a imortalidade.

Nada tem fim. Tudo muda, tudo é e energia. O divino que há em nós pode catapultar-nos muito para além do que podemos imaginar. E perceber que a felicidade não é utopia, nem o amor é ilusão. Mas dificilmente podemos esperar que não sejamos nós próprios a criar, fomentar, desenvolver e desfrutar do amor que temos em nós, e com ele nos aventurarmos na maior epopeia que podemos ter, a felicidade.

E, com amor e com felicidade podemos ser como as estrelas, ter luz própria, e com essa claridade alumiar e dar calor a quem se junte a nós. É quando se dá a explosão. E o amor vira eterno por perder a individualidade sem deixar de ser livre. E a felicidade intercomunica-se, passando de um ao outro, de tal modo, que falhando num, que sempre é emissor, toca de imediato o outro.

Tudo parece difícil, e em bom rigopr não se afigura fácil. O homem perdeu a sua ligação com o sagrado, o espírito, o que dentro dele deveria comandar a vida, e garantir a liberdade de amar, de dar e receber, de ser livre, justo e bom. A cultura, a educação, as ideologias e as religiões, o consumismo, os divertimentos, a concha onde nos acomodamos para fugir dos outros e de nós, escraviza-nos.

Mas tudo o que nos pode libertar está dentro de nós. Deus nos fez para sermos livres e felizes.

A ideia do vale de lágrimas é um absurdo para nos fazer aceitar as vicissitudes da vida sem revolta. Nós somos a maior e mais sublime obra do divino, que está em nós, feitos à sua semelhança, e foi-nos dada o poder de criar, de inventar, de sonhar e imaginar, detal modo que aplicando o saber com justeza a vida seria maravilhosa e o homem feliz.




domingo, 1 de outubro de 2017

UMA VIAGEM DE 2400 ANOS RUMO A ATENAS DE PLATÃO











DIA DE ELEIÇÕES, HOJE VIVEMOS EM DEMOCRACIA









ESCOLHI VOTAR CONTRA A PREPOTÊNCIA, A ARROGÂNCIA E O CACIQUISMO





























 PARA MUITA GENTE A LIBERDADE 

 É SENTIR-SE GRANDE PISANDO OS OUTROS 

 DESTRUIR GENTE PISANDO VALORES E LEIS 







 PARA MUITOS 

 AINDA EXISTE NA SUA PEQUENEZ 

 UMA IDEIA VAZIA DE GRANDEZA 

 EM QUE TODOS OS OUTROS 


 OU SE SUBMETEM 

 OU DEVEM SER BANIDOS