"O pior cego é o que não quer ver"
A coragem, o amor que existe em nós, o direito, a vontade de criar, permitem a ideia de construção de um mundo em liberdade e uma vida feliz numa terra sã e maravilhosa.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
FUNDADO PENSAMENTO NOS CONDENA A SER FILÓSOFOS
Atrevo-me a crer e a pensar que se a minha Junta Médica fosse feita por um vulgar homem de bom senso não correria o risco de ser mais prejudicado do que fui. E se o mesmo soubesse ler e escrever as minhas chances de uma decisão mais próxima da verdade seriam infinitas.
Pedro Manuel Ruivo Alcobia da Cruz, 02/08/2016
QUAL A DIFERENÇA ENTRE JUNTAS MÉDICAS E INSPECÇÕES A AUTOMÓVEIS?
EXISTE ALGUMA DIFERENÇA ENTRE UM SER HUMANO E UM AUTOMÓVEL?
HÁ HUMANIZAÇÃO, IGUALDADE, JUSTIÇA E BOA-FÉ NAS JUNTAS MÉDICAS?
COMO JUSTIFICAR UMA DECISÃO CONTRÁRIA AOS RELATÓRIOS MÉDICOS?
UM ACTO MÉDICO DOLOSO PREMEDITADO E QUE CAUSE DANO NO DOENTE É CRIME? TEM CASTIGO? OBRIGA A REPARAÇÃO?
AS JUNTAS MÉDICAS SÃO INSINDICÁVEIS? EXISTE IMPUNIDADE NO ACTO MÉDICO?
A QUEM SE PODE PEDIR UMA INSPECÇÃO MINUCIOSA AOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DE INCAPACIDADES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA?
"...Vida não significa algo vago, mas sim algo real e concreto, assim como os desafios da vida são também muito reais e concretos. Eles constituem o destino dos homens que é diferente e único para cada individuo. Nenhuma pessoa e nenhum destino podem ser comparados em qualquer outra pessoa ou destino. Nenhuma situação se repete e cada situação exige uma resposta diferente..."
Em O Homem em busca de um sentido Viktor Franklyn
...a respectiva Junta Médica de Incapacidade pode produzir avaliações exactas das diversas sequelas do doente, e gerar decisões significativamente justas para o doente (deficiente), jamais desconsiderando os valores da justiça, igualdade, proporcionalidade e boa-fé, nem descurando também o pressuposto da humanização de um processo de avaliação das incapacidades que sempre deve ter em conta que a doença e/ou o dano sofrido atinge a pessoa, para além da sua capacidade de ganho.
in http://escritosdispersos.blogs.sapo.pt/tag/doente+mental
UMA BOA DESCULPA NÃO INDEMNIZA PREJUÍZOS
QUEM VAI PAGAR A CONTA?
No fim desta aventura arriscada que é apresentar uma reclamação no Livro Amarelo sobre a actuação de um órgão colegial composto por três médicos, a Junta Médica de Avaliação de Incapacidades Multiuso, da Unidade de Saúde Pública de Portalegre, pergunto-me reflectindo quem me irá pagar tudo o que tive de passar para me defrontar com um Órgão que é uma Autoridade, e que além de me fazer uma Junta Médica atabalhoada e sem qualquer fundamento técnico, sem me informarem, sem uma justificação me baixam o coeficiente de incapacidade, isto é, em sentido contrário ao que os relatórios médicos defendiam, para a seguir em resposta a todas as minhas reclamações e protestos me andar a enganar e a brincar comigo como se eu fosse uma criança de 8 anos?
Eu tenho 60 anos de idade, sou doente crónico, estou aposentado por invalidez e em Junta Médica foi-me atribuída uma incapacidade de 0,630. Com os relatórios dos especialistas declarando encontrar-me pior, o Excelentíssimo Júri decidiu baixinho, nem me dei conta, baixar aquele valor para 0,604.
Acharam que eu estava melhor de saúde! A olho? Houve erro de paralaxe? À sorte? Em troca com algum que tinha de subir?
Se em boa verdade se trata de médicos - os seus métodos são peculiares - sabem perfeitamente, podem avaliar o que tenho sofrido desde que percebi que me baixaram o coeficiente de invalidez, o impacto que tudo isso e o que todos estes meses trouxeram de incerteza, de dúvidas, de mudanças de humores, de idealizações bem feias, de vontade de desistir e fugir, de vontade de pegar numa moca e encher-lhes a cabeça de pauladas, de nunca mais os ver, noites e dias sem dormir, fechado em casa como se estivesse aprisionado, conflitos familiares agravados que levaram ao meu divórcio, a hipotética situação da casa que uma valoração correcta podia ter feito o seguro pagar os valores em dívida, a perda de amigos, a solidão, a saúde a piorar, a tristeza a revolta, a luta chova ou faça sol, bem ou mal,
Foi um golpe canalha e cobarde que em princípio ainda me não destruiu a vida mas a ameaça. Luto por raiva, por fúria, por sede de justiça, com ganas de ver alguém neste país ser castigado por brincar com o ser humano como se ele fosse um boneco.
De médicos é um acto brutal, com uma maldade imensa, com uma finalidade que vai muito mais longe do que o acto em si transmite. Procurou-se destruir uma pessoa, apanhar-lhe o fraco, doente, incapaz, velho, doente, fraco, era a altura própria. Estes médicos foram predadores selvagens ou foram abutres às voltas de mim.
Entretanto, a classe médica e seus amigos uniram-se num silêncio de quem desconhece, nada sabe, nunca ouviu falar. É gente grada que não acredita que um ser pequeno possa fazer mossa seja a quem for. Gozam de uma pretensa e arrogante impunidade convencidos obviamente que não correm qualquer risco, alguém os vai tirar do sarilho em que se meteram e no fim o maluquinho incapaz ainda vai ter que lhes pedir desculpa.
Pensaram mal. Vão ter que dar contas do que me fizeram. E quem se colocar do seu lado vai ter-me à perna. Quem defronta três, defronta outros tantos que apareçam. A minha loucura ou valentia leva-me a permanecer, estar, para o que der e vier. E o tempo pode andar devagar. A justiça tarda mas vem,
E se os médicos forem confrontados com a realidade? Se a verdade se impuser? Vai ficar tudo na mesma e recebo uma carta impessoal a dizer que o processo terminou com a advertências dos médicos e mais duas ou três patranhas?
E que me desunhe, se quero uma nova Avaliação de Incapacidade vá para a bicha e proceda de acordo com as normas. Ou seja, o que passou, passou, assunto arrumado, e agora se queres justiça requer uma nova junta médica e leva o manancial de relatórios e exames médicos que os mesmos médicos te vão exigir, e voltamos ao princípio.
E quem me paga todos os meus prejuízos, económicos e os danos de saúde e morais?
Acho que esta reflexão tem a sua justificação. A justiça serve justamente para analisar os actos e verificar a sua legalidade e em caso de falta às leis ou princípios deontológicos e éticos aplicar o castigo e, em caso de prejuízo a outrem, a obrigação de reparar o dano.
Esperemos pela JUSTIÇA.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
ESTE BLOGUE É VERDADEIRAMENTE ESPECIAL - NÃO PODE ESTAR ENCERRADO
MESMO EM MANUTENÇÃO
VAMOS PICAR O PONTO E DIZER QUE O PENSADOR
PERMANECE
E VAI FICAR
HÁ MUITAS LUTAS PARA TRAVAR
ENQUANTO PISAREM AS PESSOAS GRATUITAMENTE
NÃO É TEMPO DE MORRER!
O mundo gira, felizmente ainda não é possível travar o seu movimento, e cada dia é um dia novo. Nesta entrada de Agosto na Europa é a debandada geral, as autoestradas ficam intransitáveis, as filas de automóveis são intermináveis, e os veraneantes ficam possessos, nervosos impacientes de terminarem as suas viagens e gozarem as merecidas férias depois de mais um ano de árduo trabalho.
Muita coisa aconteceu nestes últimos dias: as praias já estão cheias de banhistas e famílias inteiras aproveitam o mar, e os passeios na areia para descomprimir das rotinas das cidades ou da monotonia de alguma aldeia mais escondida; Portugal tornou-se campeão europeu de futebol vencendo a poderosa Selecção Francesa justamente em Paris; no Rio de Janeiro é um pandemónio com as últimas obras e a recepção de atletas para os Jogos Olímpicos que começam no dia 5 de Agosto; ontem, 31 de Julho ocorreram grandes manifestações nas principais cidades do Brasil em defesa do impeachment levantado à Ex- Presidenta Dilma, contra a corrupção, e em defesa da Justiça, da Democracia, de um Brasil Livre, de um Brasil que encontre o caminho do desenvolvimento e da paz, os manifestantes marcharam e festejaram vestidos de amarelo e verde; acabaram com o sucesso habitual as Jornadas Mundiais da Juventude que decorreu este ano em Cracóvia na Polónia, Sua Santidade o Papa Francisco anunciou que as próximas Jornadas decorrerão no Panamá em 2019, e, em grau diminuto, é apenas uma bolhinha de ar que vagueia no oceano do desencontro, ainda continua o misterioso caso dos 0,630 que contra natura, e contra legis, sem fundamentação legal aceitável baixou misteriosamente para 0,604.
Não há mais novidades a merecer atenção neste nosso canal - que mesmo em trabalhos de manutenção permitiu realizar esta pequena mensagem - desejando boas férias aos que nos seguem, e enviando-lhes uma máxima bélica, "nunca deixem de lutar pelos vossos direitos" e, acrescento, por favor, a verdade é sempre a verdade e um direito é sempre um direito, não podemos em caso algum ter medo de quem atropela a lei, de quem pisa incapacitados, de quem brinca com pessoas. Não ter medo e lutar, e boas férias.
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